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Volvo retoma 2º turno de produção da linha VM para atender demanda
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Volvo retoma 2º turno de produção da linha VM para atender demanda

Retomada do ritmo de produção ocorre cerca de dois meses depois de a Volvo paralisar parte da produção por falta de componentes

Redação

21 de mai, 2021 · 6 minutos de leitura.

Volvo
Crédito:Divulgação: Volvo

A Volvo retomou o segundo turno da linha de produção do caminhão VM na fábrica de Curitiba. Ou seja, trata-se de uma importante mudança, uma vez que o segundo turno foi suspenso em 2015. Com isso, o objetivo é atender o aumento da demanda, sobretudo de modelos semipesados e pesados.

De acordo com a Volvo, o número de emplacamentos desses caminhões cresceu 24% em 2020. Além disso, o ritmo de vendas continua aquecido. Portanto, a retomada ocorre pouco mais de dois anos após volta do segundo turno de produção das linhas FM e FMX.

No mesmo sentido, o campeão de vendas da VM é o semipesado com motor de 270 cv de potência e tração 6x2. Seja como for, o pesado com motor de 330 cv e tração 8x2 vem crescendo na preferência das transportadores. Segundo a Volvo, o modelo atende bem quem precisa de um caminhão rígido com boa capacidade de carga.


Melhor resultado desde 2014

O movimento da Volvo reflete o bom momento do mercado de caminhões. De janeiro a abril de 2021, foram vendidas 35.593 unidades. Ou seja, houve alta de 47,62% ante as 24.111 vendas registradas no mesmo período de 2020. Os dados são da Fenabrave, que reúne as associações de concessionárias.

No mesmo sentido, a produção está em alta. Ou seja, foram feitas 46.2 mil unidades nos primeiros quatro anos de 2021, ante 25.1 mil no mesmo período de 2020. Assim, a alta foi de 83.9%. Os dados foram divulgados pela Anfavea, a associação que reúne as montadoras no País.


Trata-se de um resultado e tanto. Segundo a Anfavea, o resultado do primeiro quadrimestre de 2021 é o mais alto desde 2014. No mesmo período daquele ano, foram produzidos 46.2 mil caminhões no País. .

Volvo alerta sobre falta de componentes

A retomada da Volvo ocorre quase dois meses após uma paralisação parcial da fábrica da Volvo. Na época, a parada foi motivada por dois fatores. Ou seja, reduzir o risco de contaminação pelo covi109 e enfrentar a falta de componentes. Sobretudo, o problema está ligado à oferta de sistemas eletrônicos.

Além da Volvo, Mercedes-Benz e Volkswagen também paralisaram suas linhas de produção de caminhões na mesma época. A Volvo informa que tem investido na gestão da sua área de compras para enfrentar a crise. Além disso, tem apoiado seus fornecedores. Sobretudo os de matérias-primas.


Da mesma forma, a VWCO relata falta principalmente de semicondutores, aço e plástico. Para driblar o problema, a empresa vem atuando cada vez mais com seus fornecedores. A ideia é buscar alternativas para reduzir os impactos.

Componentes eletrônicos são gargalo

A Foton que traz boa parte dos itens de seus caminhões da China, também teve problemas. Contudo, a empresa informa que os principais gargalos foram resolvidos. Agora, o obstáculo está ligado à logística.

Segundo a Foton, falta espaço nos navios e, com isso, o custo dos containers subiu drasticamente. Assim, a companhia está conseguindo resolver a questão por meio de conversas com a matriz na China. Ou seja, está aumentando os volumes de compra para ampliar os estoques.


Segundo a Mercedes-Benz, o fornecimento de matérias primas é um dos maiores desafios para as fabricantes de caminhões. De acordo com a empresa, o maior gargalo sãos os itens eletrônicos. Ou seja, principalmente semicondutores e chips.

Fabricantes apoiam fornecedores

Além disso, a Mercedes-Benz relata falta de alguns produtos químicos, de metalurgia e polímeros. Segundo a empresa, o problema vem sendo contornado. Ou seja, por meio de uma atuação mais próxima com os fornecedores.

Nesse sentido, a empresa criou um comitê que reúne várias áreas. O objetivo é monitorar os processos de abastecimento e produção. De acordo com a empresa, o objetivo é reduzir os riscos de falta de itens. Portanto, essa solução foi adotada não só no Brasil, mas no mundo todo.


Por fim, a Iveco informa que também enfrenta problemas com fornecimento. Assim, adotou medidas como a importação de componentes. Além disso, a empresa vem buscado até novos parceiros.