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Governo vai afrouxar normas de pesagem de caminhões

Para o governo, essa revisão das normas de pesagem vai ajudar os caminhoneiros a terem menos gastos nas estradas

Andrea Ramos

22 de jan, 2021 · 6 minutos de leitura.

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Crédito:Noma/Divulgação
Governo Federal fará revisão das normas de pesagem

O governo federal, por meio do Ministério da Infraestrutura, vai revisar as normas de pesagem de caminhões. O objetivo visa reduzir os custos de operação para os caminhoneiros.

A informação é do ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas. Ele falou durante a live semanal do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na quinta-feira (22).

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Ao mesmo tempo, o setor de transporte enxerga uma tentativa de evitar nova greve dos caminhoneiros. A paralisação está programada para ocorrer no dia 1º de fevereiro.

Assim também, Bolsonaro disse na semana passada que iria zerar o imposto de importação de pneus. Assim, a medida passou a valer na quinta-feira (22). Dessa forma o imposto de 16% foi zerado.

Revisão visa reduzir custos, segundo o governo

A mudança faz parte de uma política de redução de custos. Ou seja, uma proposta "para melhorar a situação dos caminhoneiros". Segundo informações do governo.

"Estamos revisando a norma de pesagem de caminhões para onerar menos o caminhoneiro. Com isso, reduzir as multas que ele recebe", diz o ministro.

De acordo com ele, não haverá mais pesagem por eixo para veículos de até 50 toneladas. "Vamos aumentar a tolerância (de peso) nos veículos, que vão carregar mais."

Ele diz que a nova norma será publicada em breve. Mas não revelou quando isso vai ser feito.

Há tempos os caminhoneiros pedem mudanças nas normas de pesagem de caminhões. Porém, o aumento da tolerância de peso deve aumentar o desgaste do pavimento das rodovias.

Para a ABCR, tema requer análise cuidadosa

Segundo informações da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), "o tema do limite de carga de veículos precisa ser analisado de forma sempre cuidadosa e técnica". A informação foi enviada ao Estradão em nota.

De acordo com a ABCR, o aumento "resulta no maior desgaste do pavimento". Além disso, o presidente da associação, Marco Aurélio Barcelos, diz que é importante avaliar os benefícios e os custos da medida. "Até para que ela não leve a uma futura piora das condições das vias. E a um aumento dos riscos de acidentes para os próprios caminhoneiros e demais usuários."

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Ainda segundo a nota, a "ABCR mantém um diálogo permanente com o MInfra e está preparada para examinar, em conjunto, os aspectos técnicos da proposta, na busca de atender às necessidades dos usuários de forma equilibrada e sustentável. Sem comprometer a qualidade dos serviços e o alto nível de segurança nas rodovias sob concessão".

Mais mudanças, além da pesagem de caminhões, virão

Além de alterações na pesagem de caminhões, mais mudanças virão. Freitas informou que vai trabalhar para simplificar o setor de transporte no País.

"Em breve, vamos apresentar o documento eletrônico de transporte. Queremos condensar tudo em um único documento eletrônico. Dessa forma vamos eliminar os intermediários no processo.

De acordo com Freitas, isso facilitará a atividade de transporte. "O caminhoneiro terá acesso a crédito e capital de giro. E ficará mais fácil para ele receber o vale-pedágio", disse o ministro.

Documento eletrônico visa facilitar a vida do caminhoneiro

O novo documento eletrônico promete unificar vários registros exigidos para o transporte de carga. Ou seja, deve simplificar a vida do motorista.

Assim, não será necessária a versão impressa de DANFE, DACTE e DAMDFE. Além disso, vai ser possível averiguar se o valor mínimo do frete está sendo pago.

Na quarta-feira (20) a houve o reajuste da tabela. Na prática, os valores das operações de alto desempenho foram reajustados em 2,34%. No mesmo sentido, as operações com carga lotação tiveram reajuste de 2,51%.