Notícias

Venda de ônibus em 2020 fechará com queda de 36%

O ano de 2020 foi o pior para o setor de ônibus desde 1999. Mas a indústria respondeu com soluções de biossegurança e facilitou o acesso aos elétricos

Andrea Ramos

27 de dez, 2020 · 7 minutos de leitura.

Retrospectiva Ônibus" >
Crédito:Caio/Divulgação
Setor de ônibus se reinventa em 2020

A venda de ônibus no Brasil foi drasticamente impactada pela pandemia em 2020. E, de todos os setores da indústria de veículos instalada no País, o setor é o que sofreu a maior queda. Foram vendidas 12,8 mil unidades no acumulado de janeiro a novembro.

Logo, o tombo em relação aos números do mesmo período de 2019 é de 32,7%. Como resultado, a projeção é que o setor feche 2020 com números ainda piores.

Você também vai gostar de


Dados do setor indicam que neste ano os emplacamentos serão de 13,5 mil unidades. Assim, se esse dado se confirmar, representará queda de 36% ante as vendas de 2019.

Programa Caminho da Escola evita desastre no setor de ônibus

Da mesma forma, a produção acumula perdas. Foram feitos 17,4 mil ônibus no Brasil. O número é de janeiro a novembro de 2020. Ou seja, houve retração de 34,3% ante igual período de 2019.

Em outras palavras, trata-se do pior desempenho registrado pelo setor de ônibus desde 1999. Os dados e as projeções são da Anfavea, associação que reúne as fabricantes instaladas no Brasil.

Seja como for, o resultado poderia ter sido pior. Só não foi graças ao Programa Caminho da Escola. A ação é feita pelo governo federal.

Novo coronavírus derrubou setor

O objetivo é renovar, padronizar e ampliar a frota de veículos escolares. Nesse sentido, inclui ônibus e micro-ônibus.

O programa prioriza o atendimento a estudantes que moram em áreas rurais e ribeirinhas. Ao longo de 2020, de janeiro a novembro, foram feitas licitações para a aquisição de 6 mil ônibus. As vendas totais foram de 5,2 mil unidades.

Primordialmente, a queda do setor de ônibus é culpa do novo coronavirus. Em outras palavras, medidas de isolamento social e a quarentena afugentaram os passageiros. Isso porque é preciso fugir de locais onde há aglomeração de pessoas.

Biossegurança a serviço do setor de ônibus

Porém, para conter a queda nas vendas, as fabricantes de ônibus passaram a investir mais em segurança. Entre as medidas adotadas estão a instalação de aplicadores de álcool em gel. Isso reduz o risco de contaminação dos passageiros.

Além disso, há novas configurações de posição das poltronas. O objetivo é manter o distanciamento seguro entre os passageiros.

Continua depois do anúncio

Há empresas que passaram a oferecer dois corredores e cortinas com proteção antimicrobiana. Por exemplo, agora há desinfecção dos veículos por névoa.

Além disso, há o ar-condicionado com filtros especiais. O sistema permite eliminar microrganismos presentes no ar.

Soluções avançadas

Outros itens que ganharam sistema antimicrobiano são o “pega-mão” e balaústres. Assim como os revestimentos internos e capas das poltronas, entre outros. Da mesma forma, é possível instalar divisórias. Elas servem para separar os passageiros do motorista.

Com a mesma finalidade, há até câmeras inteligentes. Esse recurso, instalado na entrada do ônibus, permite medir a temperatura dos passageiros antes do embarque.

Os itens são vendidos em conjunto. E também separadamente. Isso garante mais liberdade para a empresa, que pode optar por diversos níveis de segurança.

Dá para atualizar ônibus usados

Sempre de acordo com o tipo de operação. E também com o valor disponível para investimento.

Há outra boa notícia. Ou seja, as novas tecnologias podem ser instaladas em usados. Além disso, esse tipo de recurso é oferecido pelas fabricantes. Ou seja, as encarroçadoras.

Outra conquista que beneficiará o setor de ônibus diz respeito aos veículos elétricos. É o caso da linha de crédito para financiamentos de modelos da BYD via Finame. Ou seja, os recursos são garantidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Aluguel de baterias de ônibus da BYD

O banco financia 80% do valor do bem para pagamento em até dez anos. Além disso, há dois anos de carência. Os 20% restantes podem ser quitados durante o período de carência. E feitos em oito parcelas trimestrais.

O cliente pode adquirir o ônibus completo. Além disso, a marca chinesa oferece a possibilidade da compra apenas do veículo.

Nesse caso, dá para alugar as baterias. Empresas indicadas pela própria BYD oferecem o componente.

Nesse caso, a locadora fica responsável pela garantia, manutenção e reciclagem das baterias. O prazo de locação pode variar. Segundo informações da fabricante, o período máximo é de 15 anos.