Aline Feltrin

12/02/2021 - 3 minutos de leitura. Atualizado: 15/02/2021 | 13:59

Caminho da Escola tem edital adiado mais uma vez

Essa é a segunda vez que a concorrência é adiada. O pregão do Programa Caminho da Escola estava agendado para 7 de janeiro, mas foi adiado na véspera

ônibus
Crédito: Divulgação/Iveco

 

O Programa Caminho da Escola teve o edital de licitação adiado novamente. Cerca de 7 mil ônibus deverão fazer parte da licitação. Na anterior, foram mil unidades a menos.

A revogação foi divulgada nesta sexta-feira (12) pela diretoria de administração do Ministério da Educação. E publicada no Diário Oficial da União.

Essa é a segunda vez que o governo federal adia a concorrência. A princípio, o pregão estava marcado para o dia 7 de janeiro. O cancelamento ocorreu na véspera. A previsão é de que o próximo ocorra ainda em fevereiro.

O adiamento ocorreu porque o governo está revendo as condições do pregão. Segundo informações da Associação Nacional das Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). “Acreditamos que em breve teremos essa nova licitação”, informou a Anfavea ao Estradão.

O Pograma Caminho da Escola é a grande aposta da Anfavea para impulsionar o setor de ônibus em 2021. Ou seja, a projeção era de produção de 19 mil unidades.

Nesse sentido, a maior parte da produção deverá atender o mercado interno. Da mesma forma, boa parte irá para o Caminho da Escola.

Programa ajudou a diminuir perdas

Em 2020, o setor de ônibus registrou queda de 33% nas vendas na comparação com 2019. Assim, 14 mil unidades emplacadas no ano passado.

O resultado teria sido ainda pior sem as encomendas do programa do Ministério da Educação. O setor de fretamento também ajudou a diminuir as perdas de 2020. Além disso, deverá contribuir com boa parte dos emplacamentos em 2020. Mas com menor intensidade.

Em entrevista ao Estradão, o vice-presidente da Anfavea, Marcos Saltini diz que com o Caminho da Escola é possível arriscar um cenário mais positivo para 2021. De acordo com ele, a inciativa é um sucesso. “Desde sua criação, em 2007, garantiu vendas cerca de 40 mil ônibus.”

De acordo com o executivo, as prefeituras vão precisar renovar a frota. Logo, isso deverá ocorrer mesmo se não houver aulas presenciais nos primeiros meses do ano.

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