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Volvo e Daimler farão células a hidrogênio para caminhões

A Daimler e a Volvo se uniram para desenvolver células a hidrogênio para caminhões e ônibus. Na prática, a tecnologia ficará a cargo da Daimler e a Volvo investirá € 600 milhões para viabilizar a parceria

células a hidrogênio
Crédito: Daimler Trucks/Divulgação

A Daimler e a Volvo se uniram para desenvolver células a hidrogênio para caminhões e ônibus. Na prática, a tecnologia será desenvolvida pela Daimler. A participação da Volvo no negócio envolverá um investimento de € 600 milhões (cerca de R$ 3,5 bilhões, na conversão direta).



Com o aporte o Grupo Volvo se tornará sócio da Daimler Trucks AG na joint-venture, como é conhecido esse tipo de parceria. O acordo deverá ser concretizado até ao fim do ano. Em todas as outras áreas de negócios as duas empresas continuam sendo concorrentes.

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O objetivo da parceria é reduzir os custos de desenvolvimento para as duas empresas. E também acelerar a introdução de sistemas de células a hidrogênio no mercado.

Meta é atender Acordo Verde Europeu

Com a crise econômica causada pela pandemia do novo coronavírus, a cooperação entre empresas tornou-se ainda mais necessária. Só assim será possível atender os objetivos do Green Deal Europe (Acordo Verde Europeu, em tradução livre).

O programa, anunciado no fim do ano passado, prevê zerar as emissões de poluentes no continente até 2050. E também gerar empregos, além de fomentar inovações tecnológicas e a reciclagem.

“A eletrificação do transporte rodoviário é um elemento-chave para o Green Deal e, finalmente, para um mundo livre de carbono”, diz o presidente e CEO do Grupo Volvo, Martin Lundstedt. De acordo com Martin Daum, presidente do conselho de administração da Daimler Truck, a joint-venture mostra que as duas empresas apostarão fortemente na tecnologia de células a hidrogênio para uso em veículos comerciais.

Para viabilizar a parceria, a Daimler reunirá todas as áreas do Grupo voltadas às células a hidrogênio em uma única unidade. É o caso da Mercedes-Benz Fuel Cell GmbH, que desenvolve células de combustível e sistemas de armazenamento de hidrogênio há 20 anos. E também das instalações de produção da empresa na Alemanha e no Canadá.

Células a hidrogênio geram eletricidade

Veículos a célula a combustível são, na verdade, movidos a eletricidade. A principal vantagem é que, diferentemente dos elétricos convencionais, as baterias não precisam ser recarregadas na tomada.

A célula a combustível seve para gerar a eletricidade que fará o motor funcionar. O sistema transforma o hidrogênio em eletricidade. Não há combustão, tampouco emissão de poluentes. Pelo escapamento sai apenas água.

Essa tecnologia foi criada na Inglaterra em 1839 por Sir William Grove. Mas não decolou porque naquela época as fontes de energia eram abundantes. E a preocupação com a poluição ambiental simplesmente não existia.

Grosso modo, o sistema transforma energia química em elétrica. Entre as vantagens em relação à energia gerada pela queima de combustíveis fósseis é que não há perdas.

O sistema produz baixíssimo impacto ambiental. Não há vibrações, ruídos, combustão, emissão de material particulado ou gases poluentes.

O principal elemento utilizado nas pilhas a combustível é o alumínio. A vantagem é que esse metal é 100% reciclável. Isso resolve um dos grandes problemas dos elétricos convencionais. A produção das baterias gera muita poluição. E sua reciclagem é complicada e cara.

 

 

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