Redação

23/01/2020 - 6 minutos de leitura. Atualizado: 22/01/2020 | 16:07

Scania testa caminhão a célula a hidrogênio

Scania inicia testes na Suécia com caminhões elétricos cuja energia é gerada por células de hidrogênio. Os veículos tem têm configuração 6×2, PBT de 27 t e motor com potência de 395 cv e torque de 224,5 mkgf

Scania inicia testes com célula de hidrogênio
Crédito: Scania/Divulgação

A Scania começou a testar caminhões elétricos com células a hidrogênio na Noruega. Os veículos passaram a integrar a frota da atacadista Asko na cidade de Trondheim. O objetivo é proporcionar aprendizado para a fabricante e seu cliente. O projeto piloto servirá de base para o desenvolvimento de novos produtos da marca sueca.



Com essa iniciativa a Scania avança rumo à eletrificação. A fabricante vem desenvolvendo diferentes tipos de tecnologias de propulsão. Isso inclui sistemas híbridos e 100% elétricos.

“Uma parte importante desta jornada é feita em conjunto com parceiros”, diz o chefe de vendas e marketing da Scania, Karin Rådström. É o caso do projeto com a Asko.

O atacadista Asko vai rodar com os caminhões alimentados a célula de hidrogênio na Noruega

 

Novos Scania têm cerca de 224 mkgf de torque

O sistema utilizado nos caminhões que operam na Asko tem estrutura modular. O motor elétrico é basicamente o mesmo do Scania Hybrid. A diferença e que no novo modelo o propulsor é alimentado pela célula a hidrogênio.

A célula a combustível transforma hidrogênio em eletricidade. Essa energia, gerada por meio de um processo químico, é enviada ao motor e às baterias. Não há combustão. Entre as vantagens, pelo escapamento sai apenas água pura.

Os demais componentes são os mesmos usados ​​nos caminhões e ônibus híbridos da marca.

Os caminhões operados pela Asko têm configuração 6×2. O peso bruto total (PBT) é de 27 t. O motor elétrico gera potência de 290 kW, equivalentes a 395 cv, e torque de 224,5 mkgf.

A capacidade instalada da bateria é de 56 kW/h. O reservatório de hidrogênio comporta de 33 kg a 350 bar. A autonomia dos veículos varia de 400 km a 500 km, dependendo do tipo de utilização. As informações foram divulgadas pela fabricante.

“O hidrogênio é uma opção interessante para o transporte eletrificado de longo curso”, afirma Rådström. De acordo com ele, os primeiros testes mostram que a tecnologia também funciona bem em climas frios. “Continuaremos a monitorar de perto o desempenho desses caminhões”, diz.

No Brasil a fabricante apresentou no ano passado sua alternativa ao diesel, que é o caminhão movido a GNV, GNL ou a Biometano

 

Alternativa ao diesel no Brasil

Desde outubro do ano passado a Scania oferece caminhões movidos a gás no Brasil. Há três opções: gás natural veicular (GNV), gás natural liquefeito (GNL) e biometano (produzido a partir do lixo).

O primeiro caminhão disponível com o novo sistema é o R 410 com tração 6×2. A Scania também oferece a tecnologia para outros modelos, como P 280, G 340 e R 410 nas opções 4×2 e 6×2.

A marca informa que as entregas do R 410 a gás começam em abril. A oferta dessas versões ocorrerá de acordo com a demanda. A ideia é homologar e ampliar a oferta de novas opções gradativamente. Os novos modelos são direcionados ao uso em médias e longas distâncias rodoviárias.

A primeira operadora a adquirir o R 410 a gás foi a RN Logística. A empresa optou pela versão GNV/biometano, que será utilizada na rota São Paulo-Rio de Janeiro.

O caminhão a gás emiti bem menos poluentes que a mesma versão com motor a diesel. No caso do CO2, a redução chega a  15% com GNV e até 90% com biometano. As informações foram divulgadas pela Scania.

Os motores a gás da Scania são de ciclo Otto, o mesmo conceito utilizado em automóveis. O da versão adquirida pela RN Logística utiliza o combustível na forma gasosa (GNV, biometano ou a mistura dos dois em qualquer proporção).

 

Notícias relacionadas