Tecnologia

Sintético ou mineral: qual o óleo mais adequado para o seu caminhão?

Tudo o que você precisa saber sobre os tipos de óleo que correm nas “veias” do seu veículo

03 de out, 2018 · 5 minutos de leitura.

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Ford Cargo Power 2431
Crédito:Foto: Ford Caminhões

A lubrificação é um dos aspectos mais importantes na manutenção de um caminhão. Além de garantir a longevidade, a proteção e a refrigeração do motor, impacta diretamente no bolso do caminhoneiro e do empresário do setor de transportes.

Como explicado no texto O que vale mais a pena para seu caminhão? EGR ou Arla?, o mercado de caminhões trabalha com dois sistemas distintos de tratamento de gases do escapamento: o SCR, sigla em inglês para Redução Catalítica Seletiva, e o EGR, Recirculação de Gases de Exaustão.

Resultado de uma concepção menos complexa, o SCR, sistema que utiliza Arla 32, líquido composto de água e ureia, é utilizado pela maior parte dos fabricantes de caminhões no mundo. Com ele, o lubrificante do motor fica menos exposto às contaminações provenientes da queima do combustível, além de trazer vantagens econômicas ao transportador, como garantia de menor consumo de combustível, mais fôlego nas retomadas de velocidade e tolerância à qualidade do diesel.


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Já o sistema EGR, ao retornar com os gases refrigerados para o motor, reduz a temperatura interna da câmara, o que compromete o rendimento, aumenta a formação de material particulado e a carbonização interna.

Os caminhões com sistema EGR, por demandarem mais esforços do motor, precisam de lubrificantes mais caros e robustos, como os sintéticos. Além disso, necessitam que o óleo seja trocado em intervalos de tempo menores, consumindo mais litros de lubrificante que os caminhões com Arla, que admite óleo mineral, bem mais barato. 

Vantagens na ponta do lápis


Com o objetivo de demonstrar as vantagens proporcionadas pelo sistema com Arla para o recente lançamento da linha Cargo Power, a Ford Caminhões fez a conta para o transportador. Os novos caminhões da marca têm capacidade para 19,5 litros de óleo mineral e faz trocas a cada 50.000 km. Caminhões do mesmo segmento que adotam a tecnologia EGR precisam de 27,5 litros de óleo sintético a cada 30.000 km.

Em média, o litro do óleo mineral custa R$ 15, enquanto o sintético sai por R$ 40. Na ponta do lápis, são gastos pouco mais de R$ 280 na troca de óleo do Cargo Power. Já a troca de óleo em caminhões com tecnologia EGR não sai por menos de R$ 1.100.

Na hipótese de uma operação na qual o caminhão rode 10.000 km por mês, o custo de óleo com o caminhão da Ford para o transportador será por volta de R$ 670 ao longo de um ano, enquanto o veículo que utiliza EGR não sairá por menos de R$ 4.300. Economia de R$ 3.630 ao final de um ano de operação.


Sempre em busca de oferecer o melhor custo-benefício ao transportador de carga, a Ford Caminhões aposta no uso do Arla em seus produtos desde a introdução da tecnologia no Brasil, em janeiro de 2012, para atender às novas normas de restrições de poluentes da fase 7 do Proconve (Programa de Controle de Poluição do Ar Veículos Automotores). Nada mais natural, portanto, a decisão da montadora de estender a tecnologia com Arla também na nova linha Cargo Power.

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