O que vale mais a pena para seu caminhão: EGR ou usar Arla?

Conheça aqui o sistema de tratamento de gases que garante custos operacionais menores e maior desempenho

Ford Cargo 2431 Foto: Ford Caminhões

Para atender a novas normas do Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve), de 2012, e diminuir a emissão de poluentes dos caminhões, a engenharia das montadoras adotou dois sistemas de tratamento de gases, chamados SCR (Redução Catalítica Seletiva) e EGR (Recirculação de Gases de Exaustão).

São duas soluções distintas na concepção, mas com o mesmo objetivo: reduzir a emissão de óxido de nitrogênio e material particulado, componentes provenientes da queima do combustível, especialmente nos motores movidos a diesel. Como diferença básica, o SCR realiza o tratamento dos gases depois da combustão, enquanto o EGR o faz durante o processo.  

O sistema SCR reduz o nível de poluentes por reação química. Seu princípio básico é a utilização do Arla 32, líquido composto de água e ureia que, em conjunto com o catalisador, transforma o óxido de nitrogênio e o gás carbônico – presentes nos gases de combustão – em amônia e água, elementos que são inofensivos ao meio ambiente.

O EGR, por sua vez, reaproveita os gases de escape, após seu resfriamento, novamente na câmara de combustão. Essa solução se mostra mais adequada para veículos leves, os utilitários, por exemplo, que trabalham com regimes de alta rotação do motor. Essa condição mantém elevada a temperatura interna da câmara, sem perder eficiência ao receber os gases resfriados.

Arla é solução mais adotada no mundo

Por funcionar com rotações altas, o EGR é menos vantajoso em caminhões. Ao reutilizar gases resfriados, o motor perde desempenho, o óleo lubrificante fica mais exposto à contaminação dos gases, o sistema se mostra bem mais sensível ao diesel de qualidade duvidosa – cena comum no Brasil – e o consumo de combustível é até 4% maior na comparação com os veículos pesados que adotam a tecnologia que usa Arla.

O sistema é mais eficiente, também, porque garante maior durabilidade dos componentes, entrega 30% mais desempenho nas retomadas de velocidade e assegura custo operacional por quilômetro rodado até 5% menor. Por isso, a maior parte dos fabricantes de caminhões, independentemente do mercado em que atuam, adotou o Arla.

Desde o Proconve P7, em 2012, a Ford Caminhões adotou o Arla para adequar seus veículos às novas normas. Não foi diferente com as recentes novidades da linha Cargo Power.

Para não deixar dúvidas a respeito das vantagens obtidas com o Arla, a montadora colocou à prova dois veículos 6×2 rivais do Cargo Power 2431, um dos novos integrantes da linha. Os caminhões rodaram 280 km por dia durante três dias. Com o tempo total de viagem de 12h37, o novo caminhão da Ford completou o trajeto 30 minutos mais rápido que o segundo colocado e uma hora à frente do terceiro, registrando um rendimento de 3,40 km/l, contra 3,28 km/l e 3,16 km/l dos concorrentes.


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