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Scania lança caminhões com motores Euro 6 mais potentes e econômicos

Para atender o Proconve P8, ou Euro 6, a Scania atualizou os motores, câmbios e eixos de seus caminhões, o que reduziu o consumo de diesel em até 8%

Andrea Ramos

07 de out, 2022 · 8 minutos de leitura.

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Scania aposta na sua última plataforma de motores diesel
Scania aposta na sua última plataforma de motores diesel
Crédito:Andrea Ramos/Estadão
Scania aposta na sua última plataforma de motores diesel

Scania está lançando no Brasil sua nova linha de motores para atender o Proconve P8. Ou seja, as novas regras de controle de emissões de poluentes, equivalente ao Euro 6, que entram em vigor em janeiro de 2023. Segundo a marca, a chamada Plataforma Super inclui também novos câmbio e eixos. 

Assim, os novos motores de 13 litros têm potências de 420 cv, 460 cv, 500 cv e 560 cv. Bem como torque que vai de 234,7 mkgf a 285,7 mkgf. De acordo com a Scania, o bloco ganhou dois comandos acima do cabeçote. Bem como virabrequim com capacidade de pressão de 250 bar.

Além disso, há o sistema denominado Twin SCR, que combina HGR, em vez do EGR. Ou seja, a marca adotou o Arla 32 e filtro de particulado DPF. Além disso, os seis-cilindros passam a utilizar uma nova geração de lubrificantes. Assim, foi possível ampliar o intervalo entre as trocas de óleo.


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Scania aposta na sua última plataforma de motores diesel
Fotos: Andrea Ramos/Estadão

Transmissão renovada 

Da mesma forma, a transmissão Opticruise foi renovada. A caixa Opticruise G25 virá nos Scania com motores de até 255 mkgf ou com potência de até 460 cv. Já a G33 virá acoplada aos seis-cilindros com potência de 500 cv e 560 cv e torque de até 336,7 mkgf.

Há duas opções de transmissão: 12 e 14 marchas. Com as atualizações, o intervalo entre as trocas de óleo do sistema passou de 600 mil km para 800 mil km. Juntamente com o novo sistema há o freio com de cabeçote CRB, com capacidade de frenagem de 475 cv, que passa a vir de série. O sistema hidráulico auxiliar Scania Retarder é opcional. A potência de frenagem total combinada é de 1.155 cv.


A marca também atualizou os eixos. De acordo com a marca, a capacidade máxima de tração (CMT) agora é de 90 toneladas. O novo sistema, batizado de 885 tem desenho exclusivo e estrutura reforçada. Como resultado, é mais robusto. Assim, pode dar conta do aumento do torque, conforme a marca.

Tanque e o chassi

A Scania também atualizou o tanque de combustível e o chassi. Entre as novidades, o pescador foi reposicionado e agora fica na parte mais baixa do reservatório. Dessa forma, a marca informa que a perda máxima foi reduzida de 15% para 5%. Por sua vez, o novo chassi, batizado de Mach, é do tipo flexível.

Ou seja, traz novas furações, o que permite ampliar as opções de posicionamento do tanque. De acordo com a Scania, isso independe do tipo de implemento. Bem como dos acessórios. Como resultado, dá para distribuir melhor o peso do veículo.


Scania aposta na sua última plataforma de motores diesel

O caminhão mais potente do mundo agora no Brasil 

Além dos seis-cilindros, a Scania passa a oferecer no Brasil o V8 de 16 litros que geram 660 cv e 337 mkgf e 770 cv e 377 mkgf. Dos motores de caminhões feitos em série, este é o mais potente do mundo. Segundo a fabricante, as versões com 660 cv utilizam a transmissão G33. No caso do propulsor de 770 cv, a caixa é a GRSO. Ou seja, a mesma utilizada anteriormente.

Segundo a fabricante, os novos caminhões podem ter cabine R e S. Além disso, são destinados às operações rodoviárias com peso bruto total combinado (PBTC) de 74 t. Bem como a aplicações como o transporte de carga indivisível. Conforme a empresa, a expectativa é de vender 150 unidades por ano.


Os motores de 7 e 9 litros também foram atualizados e ficaram, em média, 2% mais econômicos. Os 7.0 têm potências de 250 cv e 280 cv. Por sua vez, nos 9.0 são 280 cv, 320 cv e 360 cv. Além disso, haverá o 13.0 de 370 cv, 450 cv e 500 cv, incluindo para caminhões de uso na construção civil e mineração.

Sistema semiautônomo de condução

Juntamente com os novos motores, a Scania lança a evolução do ADAS, sigla de Sistema Avançado de Assistência ao Motorista, em tradução livre. Assim, os caminhões podem receber, opcionalmente, itens como alerta de ponto cego e da presença de pedestres à frente.


Da mesma forma, há direção elétrica ativa, que pode fazer a correção automática da trajetória em caso de saída involuntária da faixa. Além disso, há controle de velocidade de cruzeiro ativo. Assim, o caminhão pode acompanhar o fluxo do trânsito à frente. Ou seja, acelerando e reduzindo a velocidade sem intervenção do motorista. 

Segundo o presidente e CEO da Scania para a América Latina, Christopher Podgorski, esta é a última plataforma da marca desenvolvida para motores a diesel. Porém, ela pode receber atualizações. Bem como motores com combustíveis alternativos. Como resultado, sua vida útil pode ser de até dez anos.

Eletrificação

Depois disso, a Scania deverá oferecer apenas caminhões elétricos. Portanto, é possível dizer que até o início de 2030 toda a gama da marca será eletrificada. Seja como for, a Plataforma Super é fruto de investimentos de € 2 bilhões na Europa. E de R$ 1 bilhão no Brasil.


Com isso, a empresa atualizou as instalações da fábrica de São Bernardo do Campo, no ABC paulista. De acordo com a empresa, o desenvolvimento do projeto levou cinco anos de pesquisa. Além disso, as novidades vão chegar ao Brasil quase que simultaneamente à Europa. Lá, o lançamento ocorreu durante o IAA Transportation, em setembro. No País, a estreia vai ser na Fenatran, em novembro.  

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