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Diesel fica 7% mais caro nas refinarias

Diesel com preço mais alto, que passa a valer nesta quarta-feira, 27, refere-se ao valor cobrado das distribuidoras pela refinaria e não ao valor praticado pelos postos de combustível

Diesel terá reajuste de 7% na bomba
Crédito: Sandy Huffaker/The New York Times

A Petrobras anunciou que vai reajustar, nas refinarias, o preço do diesel em 7% e o da gasolina em 5%. Os novos valores passaram a valer desde o dia 27. Com o reajuste, que em valores absolutos é de R$ 0,10 por litro, o preço médio do diesel para as distribuidoras é de R$ 1,51.

No caso da gasolina o aumento de 5% representa R$ 0,06 por litro em valores absolutos. Com isso o produto pode ser vendido às distribuidoras por, em média, R$ 1,32 o litro.

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Apesar do reajuste, o valor do litro do diesel está mais baixo. Nos últimos meses, a queda foi de cerca de 30,9%, de acordo com informações da Agência Brasil.

A queda está relacionada à covid-19. Por causa da pandemia, que levou ao isolamento social, o preço do petróleo desabou no mundo inteiro.

O médio do litro do diesel S-500 é de R$ 3,055. A informação é da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis. O levantamento feito semanalmente pela ANP aponta que o preço médio do litro da gasolina comum é de R$ 3,808.

No caso do etanol, o valor médio do litro é de R$ 2,548. O levantamento foi feito entre os dias 10 e 16 de maio, de acordo com informações da ANP.

Política de preço do diesel

Os valores são referentes à venda dos produtos das refinarias para as distribuidoras. O valor cobrado do consumidor final nas bombas dependerá da política de preço dos postos. Essa conta inclui impostos, custos operacionais e de mão de obra.

“A política de preços para a gasolina e o diesel vendidos às distribuidoras tem como base o preço de paridade de importação”, informa a Petrobrás por meio de nota. “O preço é formado pelas cotações internacionais destes produtos. E mais os custos que importadores teriam, como transporte e taxas portuárias, por exemplo. A paridade é necessária porque o mercado brasileiro de combustíveis é aberto à livre concorrência. Isso dá às distribuidoras a alternativa de importar os produtos”, de acordo com o comunicado.

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