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Pedágio sem cancela está em testes na rodovia Ayrton Senna, em São Paulo
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Pedágio sem cancela está em testes na rodovia Ayrton Senna, em São Paulo

Novo sistema de pedágio já está em uso em mais de 20 países e terá cobrança proporcional ao trecho percorrido; entenda como funciona

Redação

19 de abr, 2022 · 5 minutos de leitura.

Pedágio
Crédito:Divulgação
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Em breve, os motoristas que trafegarem pela rodovia Ayrton Senna, em São Paulo, sentirão a mudança na forma de cobrar o pedágio. A via será o "laboratório" de testes do novo sistema com passagem livre de veículos nos pontos de cobrança. O chamado "free flow", que significa "fluxo livre", não tem cancelas nas praças e a cobrança é feita de acordo com a distância percorrida.

Desta maneira, a ideia é criar uma tarifa mais justa. Ou seja, o motorista vai desembolsar um valor proporcional aos quilômetros percorridos na rodovia. Além disso, o novo modelo permite que o veículo não precise mais parar nos pontos de cobrança. Isso deverá agilizar o trânsito. Além disso, a promessa é que também traga mais segurança nas estradas com pedágio.

Como funciona

Os pontos físicos de cobrança serão extintos. Por outro lado, a concessionária vai instalar pórticos em diferentes pontos da rodovia. Neles, haverá câmeras de monitoramento. Bem como sensores e antenas que operam mesmo em condições adversas de visibilidade.


Seja como for, quando o veículo passar por esses pórticos, as câmeras farão a leitura das imagens frontais e traseiras, capturando as placas. Enquanto isso, um scanner a laser identificará o dimensionamento em tempo real. Ou seja, ele fará leitura de características como altura, largura, comprimento e velocidade. Além disso, irá verificar o trajeto.

Enquanto isso, as antenas de identificação e as câmeras de monitoramento complementarão as informações. E os administradores farão o envio para um sistema central que recebe os dados e calcula a tarifa de pedágio. Isso de acordo com a distância percorrida.

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Expansão do projeto

Segundo informações da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) e da Concessionária Ecopistas, ainda não está ativa a cobrança aos usuários por esse sistema. Isso porque está em fase de implementação. A Artesp e a concessionária são as responsáveis por desenvolver o projeto-piloto do primeiro pedágio free flow do Brasil.

O projeto-piloto é a ponta de lança para as próximas etapas de expansão do uso destes equipamentos em São Paulo. No caso da Ayrton Senna, enquanto o projeto-piloto está em funcionamento, o pagamento da tarifa para quem usa esse trecho da rodovia continuará sendo realizado na praça de pedágio. Ela está localizada no quilômetro 32.

Experiência em outros países

O sistema free flow já é utilizado em mais de 20 países. E funciona com o uso de aparelhos que registram a circulação dos veículos de transporte nas rodovias. O modelo de livre passagem nas rodovias já é utilizado na Austrália, Canadá, Portugal, Israel e Noruega. Na América do Sul, o Chile foi pioneiro. A implantação ocorreu em 2004. Depois, expandiu-se pelo país.

Atualizada em 20/4, às 08h42