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Nikola quer liderar oferta de hidrogênio nos EUA
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Nikola quer liderar oferta de hidrogênio nos EUA

A Nikola promete produzir hidrogênio para abastecer caminhões nas estradas do Meio-Oeste dos EUA em cerca de dois anos

Redação

30 de jun, 2021 · 5 minutos de leitura.

Nikola quer liderar a oferta de hidrogênio no Meio-Oeste dos EUA
Nikola quer liderar a oferta de hidrogênio no Meio-Oeste dos EUA
Crédito:Nikola/Divulgação
Nikola quer liderar a oferta de hidrogênio no Meio-Oeste dos EUA

A Nikola Motor vem prometendo lançar um caminhão 100% elétrico há anos. Porém, embora não haja confirmação do lançamento, a empresa continua com bala na agulha. Agora, confirmou investimentos de US$ 50 milhões em troca de uma participação acionária de 20% na Wabash Valley Resources LLC (WVR). Ou seja, em uma companhia que produzirá hidrogênio no Estado de Indiana.

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Segundo o projeto, o produto será feito a partir de resíduos sólidos, como biomassa e coque de petróleo. Assim, se realmente sair do papel será uma das maiores operações de captura de carbono para produção limpa de hidrogênio dos EUA.


Logo, a Nikola e a WVR esperam liderar o processo de transição do setor de transportes rodoviários. Ou seja, dos combustíveis fósseis para a eletrificação. O Meio-Oeste americano, onde as empresas vão atuar, tem um dos corredores de transporte mais amplos do país.

Nikola promete criar infraestrutura

Nesse sentido, a Nikola deve criar um hub de hidrogênio com capacidade para gerar cerca de 50 toneladas do produto por dia. Dessa forma, o objetivo é abastecer as futuras estações.

Para isso, a Nikola pretende ter postos de reabastecimento em um raio de 300 milhas (cerca de 480 km). Assim, poderá cobrir uma área significativa das estradas do Meio-Oeste.


Contudo, para ter direito de aquisição a Nikola terá de fazer altos investimentos. Ou seja, só assim conseguirá montar a infraestrutura de liquefação. Bem como sistemas de armazenamento e transporte.

Pacotes para caminhões da Nikola

De acordo com a Nikola, o objetivo é "produzir hidrogênio limpo e de baixo custo em uma área crítica para o transporte comercial". Segundo a empresa, a solução da Wabash também deve contribuir para as vendas futuras de caminhões.


"Bem como a implantação das estações na região?, diz o presidente de energia e comercial da Nikola, Pablo Koziner. Segundo o executivo, haverá pacotes para aquisição de caminhões a hidrogênio por meio de leasing.

Assim, o produto deverá ser oferecido em planos parecidos com os de serviço e manutenção. Segundo o presidente do conselho de recursos do Vale de Wabash, Simon Greenshields, a WVR desenvolve a instalação de múltiplos produtos. Assim, o hidrogênio será utilizado em turbinas e gerar energia limpa.

Capacidade produtiva

Segundo ele, a recente onda de cortes de energia nos EUA é um lembrete sobre a urgente criação de novas fontes de produção. Nesse sentido, a unidade da Nikola deverá entregar até 336 toneladas de hidrogênio por dia.


Ou seja, isso seria suficiente para produzir cerca de 285 megawatts de eletricidade. O projeto, que terá início em 2022, também prevê a geração de 750 empregos. De acordo com a Nikola, a conclusão deverá ocorrer em aproximadamente dois anos.

De acordo com o Departamento de Energia dos EUA, até 2050 o setor de hidrogênio deve movimentar US$ 750 bilhões por ano. Além disso, poderá gerar 3,4 milhões de empregos.

Os primeiros protótipos de célula a hidrogênio para os caminhões Nikola Tre estão sendo feitos. De acordo com a empresa, os testes e validação devem ocorrer em 2022. A companhia promete iniciar a produção em série em 2023.