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Mãe australiana ganha a vida puxando 175 toneladas no Volvo FH 16
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Mãe australiana ganha a vida puxando 175 toneladas no Volvo FH 16

Uma mãe e avó assumiu a profissão do marido depois que ficou viúva, e roda a Austrália a bordo de um Volvo FH 16 com 175 t de manganês

Andrea Ramos

08 de mai, 2022 · 5 minutos de leitura.

Mãe australiana ganha a vida puxando 175 t em um Volvo FH 16
Mãe australiana ganha a vida puxando 175 t em um Volvo FH 16
Crédito:Divulgação
Mãe australiana ganha a vida puxando 175 t em um Volvo FH 16

A australiana Maxine Taylor, de 52 anos, é uma das poucas mulheres que atuam como motoristas de caminhão naquele país pilotando o chamado "megatruck". Ou seja, um Volvo FH 16 puxando aquelas extensas linhas de eixos.

Porém, essa nem sempre foi a profissão de Taylor. Ela herdou a paixão por caminhões de seu pai. E depois, casada com caminhoneiro, aprendeu a dirigir caminhão nas viagens que fazia com o marido. Mas Taylor nunca precisou trabalhar fora. Ela optou por cuidar da casa e dos três filhos. Taylor também tem dois netos.

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Contudo, quando seu marido adoeceu, até por questões financeiras, ela foi para a estrada para dirigir caminhão. Algo que, até então, era inconcebível para ela encarar sozinha. "Quando meu marido adoeceu, teve que parar de dirigir caminhão. E me colocou para dirigir no lugar dele. Enquanto pôde, sempre me acompanhou. Assim, conseguimos trabalhar juntos durante seus últimos anos. E aprendi uma profissão, porque teria que me sustentar quando ele partisse. O que ocorreu há cinco anos", recorda Taylor.

Mãe australiana ganha a vida puxando 175 t em um Volvo FH 16
Divulgação

Volvo FH de 23 eixos

Com tamanha dedicação, a vovó do volante logo conquistou os donos da empresa em que o marido trabalhava. Assim, não demorou muito para Taylor ocupar o cargo de motorista de road train. Em outras palavras, ela dirige um Volvo FH 16 10x6 de cinco eixos. Sendo as últimas três unidades com quatro eixos cada, o que totalizam 21 eixos. Ou seja, ela puxa quatro carretas cheias de manganês (mineral usado como liga para a fabricação de aço inoxidável).


Para isso, o Volvo FH conta com motor de 13 litros, que desenvolve 700 cv de potência e 321 mkgf de torque. Trata-se de um propulsor que trabalha em conjunto da caixa I-Shift de 12 marchas. E que puxa um peso bruto total combinado (PBTC) de 175 toneladas. Porém, apenas a carga útil ultrapassa 113 toneladas. 

Taylor diz que agora tira de letra conduzir um veículo com comprimento de 53,5 metros, com um total de 84 rodas e capacidade de 1.840 litros de diesel. Isso porque a região por onde ela trafega não há postos de combustível.


Os desafios da viagem

A caminhoneira faz um percurso de 800 km de ida e volta entre Woodie Woodie e Port Hedland. Cidades localizadas na região remota de Pilbara, na Austrália Ocidental. Geralmente, cada viagem leva entre 12 e 13 horas. "Atravessamos uma região semiárida, com altas temperaturas. Podendo chegar a 50 graus. Além disso, rodo praticamente sozinha. As estradas não são movimentadas. Eventualmente, eu encontro um animal atravessando a pista", diz a motorista, acrescentando que os maiores desafios ocorrem nos períodos de chuvas.

"Quando chega a estação das chuvas, posso ficar parada na estrada por dias. Isso ocorre em razão das enchentes". Mas Taylor diz que sai preparada, com comida e kit de higiene pessoal. Sobre segurança, ela afirma que nunca teve com o que se preocupar.

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Contudo, em períodos normais, sua rotina de trabalho ocorre durante seis dias corridos e um dia de folga, por 8 semanas consecutivas. Depois, a motorista consegue pegar 15 dias de folga. E voltar para sua casa em Brisbane, a 5 mil km do trabalho. Nesse tempo o que ela mais quer é ficar com a família.

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