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Fretamento puxa vendas da Marcopolo no primeiro trimestre do ano

O fretamento já representa uma parte significativa de vendas de ônibus para encarroçadora que entregará 200 unidades até abril

Redação

23 de mar, 2021 · 4 minutos de leitura.

Fretamento
Crédito:Divulgação: Marcopolo

A Marcopolo está otimista com relação ao mercado de fretamento no Brasil. De acordo com a fabricante de carrocerias de ônibus, as vendas de veículos para esse segmento estão aquecidas. Até abril a encarroçadora entregará 200 unidades de ônibus. Eles servem para o transporte de trabalhadores em áreas urbanas e para os setores de mineração e agronegócio.

Gerente nacional de Vendas da Marcopolo, Leandro Sodré explica que o fretamento representou uma parte importante dos resultados da empresa em 2020. Sobretudo nos setores de agronegócio e mineração. ?As duas indústrias seguiram aquecidas mesmo durante a pandemia. E, com as exigências de distanciamento social, as empresas aumentaram as suas frotas para transportar os funcionários. E também para manter esse distanciamento dentro dos ônibus?, relembra.

A expectativa é que esse mercado continue em expansão ao longo de 2021. E isso por causa da retomada dos passageiros à linhas regulares e um possível aquecimento do turismo regional.

O distanciamento social também beneficiou as vendas da Volare. De acordo com a empresa, a produção diária da marca de micro-ônibus da Marcopolo cresceu 66% entre o primeiro e o terceiro trimestre de 2020. Passando de 12 para 20 carros. Em grande parte, esse crescimento ocorreu por causa do aquecimento do mercado agro nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul. Em 2021, aliás, a perspectiva é de crescimento com a reabertura do turismo. A marca acaba de entregar 30 unidades para uma indústria de mineração no Amapá.

Venda para fretamento continuará aquecida

De acordo com a Volare em 2020, a empresa produziu 2.251 unidades para o mercado interno contra 2.305 em 2019. Porém, houve recuperação nos volumes vendidos no decorrer do período devido à busca pela substituição das vans, menos adequadas às novas regras.

A demanda aquecida das duas empresas vão ao encontro das projeções da Associação Nacional das Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) para esse ano. De acordo com a associação, o setor de ônibus deverá avançar principalmente por causa do fretamento e da nova licitação do Programa Caminho da Escola. O setor de fretamento absorvia 800 unidades de ônibus por ano antes da pandemia. Contudo, esse volume saltou para 1.400 no ano passado. E deverá continuar em crescimento sobretudo no primeiro semestre.