Mercedes-Benz fez do Axor um outro caminhão

Ao longo de quatro anos modelo passou por diversas modificações para entregar melhor relação custo-benefício

Mercedes-Benz Axor Foto: Mercedes-Benz

Desde 2014, quando lançou o que chama de Econfort, conceito de desenvolvimento de produtos para garantir eficiência ao transporte de carga, a Mercedes-Benz praticamente transformou o Axor em um novo modelo com contínuos aprimoramentos. Durante os últimos quatro anos o caminhão incorporou perto de 60 inovações com o objetivo de estar o mais adequado possível à realidade da região da América Latina.

Nas diversas etapas da reengenharia pela qual passou o Axor, a fabricante focou em itens capazes de entregar economia de combustível e reduzir os custos de manutenção. Mais recentemente, a empresa tratou de proporcionar mais segurança e conforto.

Quem passou pela Fenatran 2017 pode ver de perto pelo menos 13 novidades introduzidas na linha, tanto para a versão rodoviária quanto fora de estrada. A mais visível é apenas estética, com a oferta de novas cores, como azul, cinza, amarelo e laranja. Outras, no entanto, são capazes de mudar, para melhor, o dia a dia do motorista, caso do rebaixamento do túnel do motor no interior da cabine.

A caixa central entre os assentos ficou 100 milímetros mais baixa, agora com 200 mm. O rearranjo ampliou o espaço interno do caminhão, o que favorece a movimentação dos ocupantes. Segundo a fabricante, com a redução do túnel, a altura livre interna sobre ele passou a ser de 1,78 metros, no caso da cabine com teto alto e, de 1,31 m, se for a versão de teto baixo, habitualmente escolhida para as aplicações off-road.

Condutor e eventual auxiliar também terão mais conforto com a introdução de um novo climatizador que, de acordo com a marca, é mais compacto e eficiente. O equipamento ficou 18 kg mais leves, 75 mm mais baixo sobre o teto da cabine e capaz de admitir maior volume de água, 6 litros a mais. Marcos Andrade, gerente de produto da companhia, conta que o item foi resultado de trabalho junto com o fornecedor para criar um modelo até então inexistente no mercado. “Além do conforto, o projeto tinha como norte também proporcionar mais eficiência aerodinâmica.”

Ainda nos itens que oferecem mais conveniências, as versões de cavalo-mecânico da linha passaram a ter iluminação da quinta-roda para facilitar manobras e acoplamento da carreta durante o período noturno. O “macaco” também ganhou novo local, saiu do paiol debaixo da cama para um compartimento com acesso pelo lado de fora da cabine, e o último degrau da escada ao habitáculo agora tem uma cobertura para transformá-lo em uma sapateira. Ambas alterações permitem preservar o ambiente interno mais organizado e limpo.

Na hora de conduzir, mais inovações serão percebidas pelo motorista. O painel de instrumentos incorporou informações como pressão da turbina, tempo e consumo em marcha lenta, alerta de velocidade e o consumo fornecido em litros. O câmbio automatizado PowerShift foi recalibrado para trabalhar na marcha certa em qualquer condição e o piloto automático ganhou mais inteligência para garantir economia de combustível. Em vez de programado para atingir a velocidade selecionada o mais rápido possível, a nova versão reconhece a topografia e o peso da carga para ajustar torque e potência de acordo com as condições, aproveitando a inércia do caminhão em declives, por exemplo.

Outras boas novidades introduzidas no Axor, essas especificas para promover segurança, foram o assistente de partida em rampa, o sistema de distribuição de força de frenagem EBD e o controle de tração ASR.

De acordo com o gerente de produto da Mercedes-Benz, durante o ciclo de aprimoramentos pelo qual passou o Axor, o objetivo foi de posicionar o veículo com melhor relação custo-benefício. “Hoje oferecemos um novo Axor, muito diferente do caminhão de quatro anos atrás. Aprimorado em relação à economia, ao desempenho, conforto e custo de manutenção de 15% a 20% menor do que a da concorrência em cinco anos de operação”, resume Andrade.

A gama Axor é oferecida em versões de caminhões rígidos e cavalos-mecânicos em configurações de fábrica 4×2, 6×2 e 6×4. Carrega motores que desenvolvem torques de 1.200 Nm a 2.200 Nm com potência de 310 cv a 439 cv. São destinados a diversos de aplicações, desde as rodoviárias com operações de piso misto aos serviços em canteiros de obras.


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