Aquecimento das vendas faz Fenabrave rever projeções

Desempenho do mercado de caminhões no primeiro trimestre apurou alta acima de 51%

Fenabrave revisa estimativas de vendas de caminhões para 2018 de 9,5% para 17%
Para Fenabrave vendas de caminhões em 2018 crescerão 17% Crédito: Volvo Trucks

Encerrada as vendas dos três primeiros meses do ano, a Fenabrave, federação que representa as concessionárias no País, revisou suas projeções de crescimento do mercado de caminhões divulgadas anteriormente. Enquanto em janeiro, a entidade estimativa alta de 9,5%, agora vislumbra aumento de 17% nos emplacamentos, para 60.919 unidades no fim de 2018.

A previsão, no entanto, indica um posicionamento conservador do setor distribuição, afinal, para boa parte das fabricantes de caminhões, como MAN Latin AmericaMercedes-Benz, Scania e Volvo, já divulgaram estimativas de crescimento em torno de 30%.

Para o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior, a cautela considera possíveis problemas na base de fornecimento para a indústria que passou longo período com os pedidos drasticamente reduzidos. “O tempo para desenvolver novos fornecedores e mesmo para reprogramar para cima os volumes de peças é maior na indústria de caminhões. E com a safra prevista a demanda por pesados e extrapesados está acima do esperado”, justifica.

Mas independentemente do que está por vir, os resultados do primeiro trimestre mais uma vez apresentam trajetória da recuperação das vendas perdidas nos últimos anos. De janeiro a março, chegaram às ruas e rodovias do País 14.699 caminhões, alta de 51,68% sobre o mesmo período do ano passado, quando os licenciamentos somaram 9.671 unidades.

O crescimento das vendas registrado em março também se mostrou expressivo, de 45,34%, para 5.969 caminhões emplacados contra 4.107 anotados um ano antes.

Para o presidente da Fenabrave, o ritmo das vendas nos três primeiros meses do ano reflete a recuperação econômica e a consequente elevação do nível de confiança do consumidor. “Iniciamos 2018 com expectativas de crescimento para todos os segmentos que representamos. Já no primeiro trimestre do ano, pudemos notar a reação do mercado e as expectativas renovadas em função da melhora dos índices econômicos. Este cenário positivo favorece o mercado de veículos no geral.”


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