Redação

03.09.2018 | 15:37

BRT, o metrô de superfície sobre pneus

Solução brasileira para o transporte público de passageiros se espalhou pelo mundo

BRT de Curitiba (PR) Crédito: Foto: Volvo Bus

Destrinchar os nós do trânsito das grandes cidades, bem como oferecer uma alternativa eficiente, rápida e segura capaz de fazer com que a população opte por deixar o carro em casa sempre foi uma equação difícil de resolver para os gestores públicos.

Parte da solução, no entanto, surgiu em 1974, com a introdução do sistema de transporte coletivo baseado em corredores exclusivos de ônibus, o BRT, do inglês Bus Rapid Transit. Criada pelo arquiteto Jaime Lerner, então prefeito de Curitiba, a novidade se apresentou como uma alternativa ao metrô, pois tem custos e prazos menores de implantação. De acordo com dados da ANTT, Associação Nacional de Transporte Terrestre, construir 1 km de metrô custa entre US$ 80 milhões e US$ 90 milhões, enquanto 1 km de BRT, sai de US$ 7 a US$ 15 milhões.

Como pioneiro no mundo, o BRT curitibano também inovou ao ser integrado ao sistema viário da cidade e trouxe o conceito de plano de uso do solo, com a criação de zonas de pedestres e de espaços verdes, além de distribuir o fluxo do crescimento demográfico em torno dos eixos de transporte, compostos de linhas expressas, alimentadoras, interbairros e diretas, o que forma a RIT, Rede Integrada de Transporte Coletivo de Curitiba.

O BRT de Curitiba se tornou modelo para o Brasil e o mundo. O conceito de transporte coletivo de alta capacidade de passageiros, pagamento de tarifa única fora do ônibus, corredores centrais que evitam os típicos atrasos de embarque e desembarque no lado do meio-fio e estações em nível com o piso do veículo conquistou países como a Colômbia, o Chile, os Estados Unidos, a China, o México, a Turquia, a França e a Espanha.

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