Volvo entrega os primeiros caminhões elétricos

Versões das linhas FL e FE começam a operar na coleta de resíduos e nas entregas de carga urbanas

Volvo-FL Eletcric-e-FE-Electric Crédito: Foto: Volvo Trucks

Em mais um passo na corrida para reduzir as emissões de poluentes e minimizar a dependência do transporte de carga em relação ao combustível fóssil, a Volvo começou a entregar a clientes europeus as primeiras versões totalmente elétricas das linhas FL e FE, apresentadas no ano passado. Uma unidade de FL seguiu para a empresa de reciclagem e coleta de lixo Renova e um FE para a transportadora TGM, parceira da empresa de logística alemã DB Schenker na Suécia.

A Volvo adianta que as opções das gamas equipadas com baterias começarão a ser produzidas e oferecidas ao mercado europeu no segundo semestre deste ano, ainda que em “número limitado de caminhões”. A fabricante aposta e reforça que a ausência de ruído e de emissões de escape contribuem para melhorar as condições de trabalho para os motoristas e proporcionam um ambiente urbano mais limpo e silencioso.

“Nossa estreita colaboração com motoristas e clientes nos permitiu desenvolver, em um curto espaço de tempo, soluções eletrificadas de transporte que atendem altos requisitos em termos de desempenho, autonomia, movimentação de carga e uso de veículos”, destaca Roger Alm, presidente da Volvo Trucks. “Continuaremos a desenvolver nossa oferta eletrificada. Ao mesmo tempo, estamos reduzindo maneira constante o impacto ambiental e climático provocado por nossos caminhões movidos a diesel e a gás, principalmente por meio de sistemas de transmissão, capazes de aumentar a eficiência energética.”

Os caminhões Volvo FL Electric e Volvo FE Electric foram desenvolvidos para operar no transporte de cargas em ambientes urbanos. O primeiro modelo tem capacidade para 16 toneladas de peso bruto total (PBT), enquanto o segundo atende necessidades de até 27 toneladas.

As entregas dos primeiros elétricos da Volvo coincidem com os novos regulamentos de emissões de CO2 para veículos pesados aprovados pela União Europeia. Pelo cronograma, as emissões médias de gases com efeito estufa deverão ser reduzidas em 15% a partir de 2015 e em 30% a partir de 2030, em comparação aos valores médios dos caminhões e ônibus produzidos em 2019. Segundo a União Europeia, o tráfego rodoviário de veículos pesados representa quase 5% das emissões totais de gases da Europa.

“Cortar as emissões de veículos pesados é uma tarefa incrivelmente importante e fundamental para nossas iniciativas para um transporte sustentável. É natural que a União Europeia introduza agora limites às emissões de CO2. Mas a fim de acelerar a transição, também gostaríamos de ver incentivos financeiros mais fortes para os clientes que assumem a liderança e escolham veículos mais amigáveis ao clima”, pondera em nota o presidente da Volvo Trucks.

Para a Volvo, o estágio atual de desenvolvimento de tecnologias capazes de reduzir as emissões de gases está praticamente pronta, mas há necessidade de a demanda ser estimulada. Soluções como uso de gás, biogás e bateria dependem do aumento da infraestrutura de abastecimento e recarga.

A marca sueca lembra ainda que embora os limites de emissões impostos pela UE estabeleçam um cronograma claro para as fabricantes, a meta de melhorar a eficiência do combustível e reduzir o impacto negativo no clima se apresenta há um bom tempo como uma das principais prioridades da indústria, mesmo porque o uso de combustível representa aproximadamente um terço dos custos para uma empresa de transporte.

“Se todas as partes do sistema de transporte trabalharem juntas em direção ao mesmo objetivo, poderemos reduzir muito mais o impacto sobre o clima”, diz Lars Mårtensson, diretor de meio ambiente e inovação da Volvo Trucks. “Melhor logística, maior acesso a biocombustíveis, treinamento de eficiência de combustível para motoristas, reboques aerodinâmicos, melhores padrões de estrada e ampliação de oportunidades para usar veículos de alta capacidade são apenas algumas das maneiras pelas quais outras partes podem contribuir.”


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