O desempenho de venda de implementos rodoviários não acompanha o de caminhão e ônibus. Ou seja, nos primeiros três meses de 2025, o setor encarou uma queda de 16,8%. Foram 18.423 carretas vendidas frente às 22.140 unidades emplacadas no mesmo período em 2024.
Quando se compara os meses de março com fevereiro, a queda é mais tímida, de 2,71%. Dessa forma, no mês passado foram emplacados 6.026 implementos rodoviários ante as 6.194 em fevereiro.
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Do mesmo modo, comparando o mês passado com março de 2024, a retração chega a 20,43%. Em outras palavras, no terceiro mês do ano anterior, os fabricantes faturaram 7.573 implementos.
Diretor-executivo da Fenabrave, Marcelo Franciulli, explica que entre 2021 e 2023, o empresário renovou a frota de caminhão. Assim, se antecipando ao aumento no preço que viria com a nova tecnologia Euro 6 em 2024.
“E junto com essa renovação, o frotista também aproveitou para comprar implementos rodoviários. Por essa razão, acreditamos que este ano não deverá ser muito bom para a venda desses veículos, porque a renovação nesse segmento não ocorre na mesma velocidade dos caminhões, por exemplo”.
Fenabrave quer revisar as projeções de venda de implementos
Conforme a Fenabrave, se as vendas continuarem em queda, a entidade deve revisar as projeções para este segmento. Por ora, em caminhões e ônibus as projeções estão mantidas.
Ou seja, os caminhões devem crescer 4,5% nos emplacamentos neste ano. Já os ônibus devem fechar com o avanço de 6%. Nesse sentido, a projeção do início do ano para a indústria de implementos era de crescimento na ordem de 5%.
Segundo o presidente da entidade, Arcelio Junior, o setor de implementos vem registrando quedas sucessivas. O que descola dos resultados obtidos em caminhões, que no primeiro trimestre cresceu 4,8%. Mesmo este sendo um crescimento tímido em época de super safra, é positivo.
“O impacto dos juros e dos custos operacionais sobre o transportador parece mais sensível nesse segmento de implementos. Muitas empresas estão adiando a compra, aguardando a melhora do ambiente econômico”, explica Junior.