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Tabela de frete mínimo para carga lotação tem reajuste de 9,64%
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Tabela de frete mínimo para carga lotação tem reajuste de 9,64%

ANTT atualiza a tabela de frete mínimo em todo o Brasil com aumento impulsionado pela disparada no preço do diesel nos postos e refinarias

Redação

24 de jan, 2022 · 3 minutos de leitura.

Tabela de frete
Crédito:Volvo/Divulgação
Reajuste da tabela mínima do frete. é puxado pela alta do valor do diesel nas bombas

A tabela de frete mínimo recebeu uma nova atualização. De acordo com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), houve reajuste médio de 9,64% para carga lotação. Assim, o aumento varia de acordo com o tipo de carga, a quantidade de eixos do caminhão e as características do transporte.

A Lei nº 13.703/2018, que estabelece o piso mínimo para o frete rodoviário, determina que a atualização dos valores deve ocorrer a cada seis meses, em janeiro e julho, ou quando o preço do óleo diesel S10 subir 10% ou mais. Dessa forma, para fazer a revisão, a ANTT priorizou a análise do preço do diesel e dos pneus, do salário dos motoristas e do valor para aquisição do veículo-trator. Estes parâmetros representam 80% no custo do transporte. 

Preço do diesel pressiona aumento do frete mínimo

O preço do diesel nas bombas, por exemplo, saiu de R$ 3,522 para R$ 5,232 nos últimos 12 meses na grande São Paulo. Segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), um aumento de 41,22%. Enquanto isso, desde janeiro de 2021, o diesel já subiu 78,71% nas refinarias. Neste contexto, os caminhoneiros autônomos são os mais afetados, porque os valores dos fretes não acompanham a subida frenética dos preços.


Tabela surgiu após greve de 2018

A tabela de frete mínimo foi sancionada em 2018 pelo então presidente Michel Temer, após a greve dos caminhoneiros que durou mais de 20 dias e bloqueou diversas estradas no País. Por causa da paralisação, houve o desabastecimento de combustíveis, medicamentos e alimentos em todo o Brasil. O preço mínimo era uma reivindicação antiga da categoria.

No entanto, quase quatro anos depois, os motoristas autônomos ainda reclamam do cumprimento da tabela por parte de quem contrata o frete. O descumprimento desse valor mínimo, inclusive, foi um dos motivos que fizeram a categoria a ameaçar greve diversas vezes no ano passado. Contudo, não houve nenhum avanço nos movimentos.