Redação

14.09.2020 | 14:57

Setor de transporte desacelera demissões

Empresas de transporte estão mais otimistas com o cenário pós-pandemia, projetam alta na demanda em 2021 e reduzem ritmo de demissões

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Crédito: Divulgação

O número de demissões no setor de transporte ficou estável pela primeira vez nos últimos 90 dias. Há, inclusive, tendência de volta das contratações nos próximos meses. Essa é a principal conclusão do estudo feito pela Confederação Nacional do Transporte, CNT sobre os impactos do novo coronavírus nos setor. Divulgado nesta segunda-feira, 14, o levantamento teve a participação de 914 empresas de transporte de carga e passageiros e foi feito  entre 25 de agosto e 3 de setembro.

Das 40,6% empresas que demitiram por causa da retração nos negócios, mais da metade (55,3%) não devem fazer novos cortes de pessoal em setembro. Entre as que não demitiram, 83,8% pretendem manter essa política nos próximos meses.

Outro dado positivo é que 52,3% das transportadoras que demitiram pretendem contratar novos empregados após o fim da pandemia. Além disso, 35,9% dos entrevistados esperam um aumento da demanda pelo volume de negócios e a consequente melhora na receita em 2021.

Esse cenário é bem diferente do relatado há alguns meses. Em abril, o Estradão mostrou que de cada dez empresas ouvidas pela CNT, quatro informaram que precisariam demitir. Na época, o volume de carga transportada havia recuado mais de 40%.

Presidente da CNT, Vander Costa diz que os transportadores estão mais otimistas com relação ao futuro pós-pandemia. E isso será fundamental para reaquecer o setor nos próximos meses. “Os resultados dessa rodada demonstram que as empresas estão comprometidas com a retomada da atividade econômica do País”, afirma.

Setor de transporte quer definição sobre a folha de pagamento

Segundo os transportadores, a velocidade da recuperação do setor depende da prorrogação da desoneração da folha de pagamento. Isso ajudaria as empresas a enfrentarem os efeitos da crise.

Segundo a CNT, 63,6% das transportadoras ouvidas no estudo apontaram queda de demanda em relação ao mesmo período de anos anteriores. Para 46,6% das empresas, a retração foi bastante acentuada.

Das empresas consultadas pela CNT, 67,4% declararam que tiveram prejuízos durante a pandemia. A queda de faturamento atingiu 50,8% das transportadoras. Além disso, 36,2% estão com a capacidade de pagamento muito comprometida

Outra dificuldade enfrentada pelas empresas do setor diz respeito ao acesso ao crédito. Segundo a CNT, desde o início da pandemia 51,8% das empresas de transporte pediram algum tipo de financiamento bancário. Mas a maioria dos pedidos (61,3%) foi negada.

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