O motor do Scania Super é possivelmente o último a diesel desenvolvido pela marca. Com o advento das tecnologias a gás e a bateria, daqui por diante a fabricante sueca deve concentrar seus esforços no desenvolvimento dessas tecnologias. Todavia, o motor diesel vai continuar sendo aprimorado.
Ainda mais o Super, que chegou fazendo uma verdadeira revolução no mercado. No lançamento dessa geração, a Scania informou que a gama era 8% mais econômica frente à linha antecessora Euro 5. Do mesmo modo, consumia 28% menos em relação à geração P, G, R.
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Super já ultrapassa os 8% de economia prometidos pela Scania
Todavia, dois anos depois de seu lançamento há frotistas relatando que o Super já apresenta dois dígitos de economia de diesel frente aos modelos Euro 5. Ou seja, um dado importante em tempos de litro de diesel com preço nas alturas.
Por sua vez, o Plus tem sua relevância. Afinal é uma opção mais barata e que consome 3% menos comparado aos caminhões Euro 5.

Porém, os números de vendas dos dois modelos mais emplacados de cada uma das famílias, 460 R Super e R 450 Plus, mostram que o empresário de transporte está fazendo a conta. E mesmo o Scania Super sendo mais caro, está valendo a pena o investimento.
Nesse sentido, vale ressaltar que o R 450 Plus 6x2 custa R$ 1.001 milhão, segundo a Fipe. Enquanto o 460 R Super na mesma composição trucado custa R$ 1.171 milhão. Ou seja, o Super é em média R$ 170 mil mais caro do que o Plus.
Dessa forma, entre janeiro e março, segundo a Scania, foram emplacados 696 modelos do 460 R Super. Enquanto o R 450 Plus respondeu por 429 unidades vendidas.
“Levou um tempo para que a tecnologia do Super fosse conhecida no mercado e o cliente absorvesse o preço dessa novidade e mais tarde percebesse o retorno operacional. E o cliente comprovou que o caminhão se paga mais rápido com a economia de diesel que ele faz”, explica o diretor de vendas de soluções da Scania Brasil, Alex Nucci.
O motor Super
Seja como for, as vantagens do Super se devem ao trem de força. Ou seja, um motor de 13 litros e seis cilindros em linha que recebeu um novo comando duplo no cabeçote e o chamado Scania Twin SCR, sistema de injeção dupla do Arla 32. O que aumenta a eficiência do processo de pós-tratamento dos gases do escape.
Além disso, o motor conta com bomba hidráulica de refrigeração variável e recebeu atualizações nos coletores do turbo e no escape. A taxa de compressão subiu para 250 bar. O motor também é combinado à transmissão G25, que é 75 kg mais leve que a GRS905 do Plus e mais silenciosa em 3,5 decibéis. Com o novo câmbio, o caminhão traz economia de 1% de diesel.