Andrea Ramos:

Caminhão Scania a gás começa a acelerar em vendas

A Scania vendeu mais quatro caminhões a gás no Brasil. Desde que a linha foi lançada, durante a edição 2019 da Fenatran, a marca já comercializou 27 unidades

Transportadores compram Scania GNV para oferecer um serviço diferenciado de transporte
Crédito: Scania/Divulgação

A Scania vendeu mais quatro unidades de seu novo caminhão a gás no Brasil. Segundo o diretor de vendas da empresa, Silvio Munhoz, a procura pelo caminhão a gás começa a se intensificar. Por ora, a maior negociação foi feita com a PepsiCo, que adquiriu 18 unidades.

As primeiras unidades do caminhão a gás da Scania foram vendidas à duas transportadoras. Esses cavalos-mecânicos serão utilizados pela RN Express e Jomed em operações da L’Oréal e da Nespresso, respectivamente.

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O lançamento do caminhão a gás da Scania ocorreu durante a edição de 2019 da Fenatran. Desde então, foram vendidas 27 unidades da nova linha. As quatro negociadas agora serão entregues em agosto.

Sustentabilidade gera novos negócios

Munhoz diz que o tema sustentabilidade saiu do campo do discurso e começa a se transformar em práticas. “Empresas multinacionais e nacionais buscam reduzir a emissão de CO2 de suas cadeias logísticas.”

Segundo ele, com o caminhão a gás as transportadoras podem oferecer um serviço diferenciado. É o caso da RN Express e da Jomed. Tanto a L’Oréal quanto a Nespresso priorizam veículos menos poluentes em suas cadeias de logística.

O executivo afirma que ao apresentar o caminhão a gás no País, a Scania mirava essa demanda reprimida. Essa é uma tendência que vem sendo valorizada por embarcadores na hora da contratação do frete.

Custo por km até 17% menor

Uma das transportadoras que fechou negócio agora havia encomendado um Scania R 410 a gás durante a Fenatran. Por causa da pandemia e da queda no volume de operações, a empresa desistiu da compra. Mas acabou voltando atrás.

Segundo informações da empresa, a decisão levou em consideração aspectos como o custo do quilômetro rodado. Munhoz diz que, tanto com GNV (gás natural veicular) quando com biometano, em operações rodoviárias a diferença pode ser de 17% em relação ao diesel. Em atividades severas, como as fora-de-estrada, a redução de custos chega a ser 7%.

O Grupo Charrua, do Rio Grande do Sul, é uma das empresas que aposta no novo caminhão. Na quarta-feira, 17, a transportadora recebeu um cavalo-mecânico R 410 GNV da configurado 6×2 (foto abaixo).

Grupo Charrua aposta na nova tecnologia

O grupo é formado por sete empresas, todas em cidades gaúchas, ligadas ao setor. Em Lajeado ficam a transportadora Arco, a TRR Arco Diesel e as lojas Arco e Arco Gás. Em Esteio estão a TRR Charrua Diesel, a Distribuidora de Petróleo Charrua e Charrua Gás.

O Scania R 410 trucado foi incorporado à frota da transportadora Arco. De acordo com informações da empresa, o modelo será utilizado no Rio Grande do Sul e atenderá clientes como indústrias e postos de combustível.

“A distribuidora de gás é a primeira empresa do Grupo, Somos pioneiros no que fazemos. Acredito que depois virão mais caminhões”, diz o diretor de Logística e Transportes do Grupo Charrua, Flavio Aluísio Rudiger.

Scania tem pacotes de manutenção

A empresa também contratou o programa de manutenção Premium Flexível da Scania. De acordo com dados da fabricante, com esse pacote o custo de manutenção pode ser reduzido em até 25%.

O Premium Flexível é o plano de manutenção mais completo da Scania no Brasil. O pacote inclui as revisões preventivas e e intervenções corretivas de forma personalizada.

A linha de caminhões Scania a gás tem preço inicial em torno de R$ 650 mil. Esse valor é cerca de 30% mais alto que o do cavalo-mecânico equivalente com motor turbodiesel.

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