Scania prevê alta de até 15% nas vendas de caminhões em 2020

A Scania espera crescimento entre 10% e 15% no volume de emplacamentos de caminhões com peso bruto total (PBT) acima de 16 toneladas em 2020. Para o segmento de ônibus, a expectativa é menor, com alta em torno dos 5%

Scania prevê crescimento de até 15% nas vendas de caminhões e 5% no segmento de ônibus
Crédito: Scania/Divulgação

Depois da Mercedes-Benz e da Volvo, a Scania apresentou suas projeções de vendas de caminhões no Brasil para 2020. A marca espera crescimento entre 10% e 15% no volume de emplacamentos de modelos com peso bruto total (PBT) acima de 16 toneladas. Para o segmento de ônibus, a expectativa é menor, com alta em torno dos 5%.

Vice-presidente de operações da Scania no Brasil, Roberto Barral diz que ainda há incertezas com relação à economia. Ele cita a necessidade de haver taxa de juros mais convidativas, por exemplo. Esse é um fator determinante na hora de o consumidor fechar a compra do veículo novo.

Em relação aos resultados de 2019, o executivo comemora. De acordo com ele, a marca de origem sueca registou alta nas vendas em todos os segmentos em que atua no Brasil. Entre os exemplos, Barral cita o fato de que 60% dos veículos novos saíram com algum tipo de programa de manutenção.

Em 2019, as vendas de caminhões pesados da Scania cresceram 57,7%. O resultado é bem melhor que a alta de 48,8% registrada no segmento em que a marca atua no País. Esse bom resultado colocou o Brasil como o principal mercado da Scania no mundo todo.



O modelo da Scania que mais se destacou em vendas em 2019 foi o R 450. No ano passado, foram emplacadas 5.348 unidades. Esse número representa 10,3% de participação no segmento.

Segundo o diretor comercial da Scania no Brasil, Silvio Munhoz, a versão mais emplacada do R 450 é a com tração 4×2. O cavalo mecânico da marca sueca ficou em segundo lugar no ranking geral de vendas, atrás apenas do Volvo FH 540.

Mercado de fretamento em alta

Depois dos caminhões movidos a GNV/biometano, Scania começará a vender ônibus com a tecnologia a partir do segundo semestre

No segmento de ônibus, a marca informa que o crescimento nas vendas será garantido pelo setor de fretamentos. A projeção da empresa é de alta de 5% nos emplacamentos de modelos acima de 8 toneladas. Esse é o segmento no qual a fabricante  atua no mercado brasileiro.

“O fretamento deve continuar crescendo, bem como as vendas dos (veículos com) motores traseiros, afirma o gerente de vendas de ônibus no Brasil, Fábio D’Angelo. “Nos urbanos, deveremos fazer um volume próximo de 2019.”

No acumulado de 2019 foram emplacadas 17.491 ônibus acima de 8 toneladas no Brasil. Esse número corresponde a um crescimento de 36,6% em relação às 12.808 vendas registadas em 2018.

A fabricante vendeu 901 ônibus em 2019 e 760 em 2018, o que representa uma alta de 18,6%. A participação de mercado da Scania foi de 5,2%. D’Angelo diz que o Brasil é segundo maior mercado do mundo para a divisão de ônibus da marca.

Dos 901 chassis, 845 foram destinados ao uso rodoviário. Esse volume representa um crescimento de 20,4% ante as 702 unidades registradas no ano anterior. A participação, de 21,2%, garantiu a vice-liderança de vendas do segmento à marca.

O mercado total do segmento de ônibus rodoviários somou 3.980 emplacamentos no ano passado. Em 2018, por sua vez, foram vendidas 3.320 unidades, uma alta de 19,9%. No segmento de urbanos acima de 8 t, a Scania emplacou 56 unidades.

Vem aí o ônibus a gás da Scania

No segundo semestre a Scania começa a produzir ônibus a gás no Brasil. A marca lançou caminhões com motores a gás no País durante a Fenatran, em outubro do ano passado. As primeiras unidades serão entregues em março.

A marca terá inicialmente três modelos de ônibus urbano com motor a gás. O K 280 tem tração 4×2, de 12,5 a 13,20 metros de comprimento e capacidade para levar de 86 a 100 passageiros. O K 280 6×2 tem 15 metros, terceiro eixo direcional e capacidade para até 130 passageiros. O topo da linha será o articulado K 320 6×2, com 18,6 metros para 160 passageiros.

De acordo com D’Angelo, não é preciso fazer alterações na carroceria para a introdução da nova tecnologia. Os cilindros de gás podem ser instalados entre as longarinas do chassi (abaixo do assoalho) ou sobre o teto.

A autonomia média é de 300 km, de acordo com informações da Scania. Caso seja necessário ampliar a distância entre os reabastecimentos basta instalar mais cilindros.

Os motores a gás dos ônibus da Scania já estão em conformidade com o programa de controle de emissões Euro 6. No Brasil, está em vigor o Proconve P7, equivalente ao Euro 5.

No lançamento, a aposta será na versão com tração 4×2. A Scania foca em operações de fretamento para linhas de curtas distâncias. “Outras opções chegarão conforme ocorrer o aumento da demanda”, diz D”Angelo. “Os investimentos são para médio e longo prazo.”



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