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Rhodia e Cavalinho adotam caminhão Scania X-Gás com biometano

A iniciativa começa com 20 caminhões da Scania G 460 a gás rodando na frota a partir do ano que vem, somando 60 veículos até 2030

Redação

03 de abr, 2025 · 4 minutos de leitura.

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Rhodia e Cavalinho adotam caminhão Scania X-Gás com biometano
Rhodia e Cavalinho adotam caminhão Scania X-Gás com biometano
Crédito:Fotos: Rhodia
Rhodia e Cavalinho adotam caminhão Scania X-Gás com biometano

A Rhodia, empresa do setor de químicos que pertence ao Grupo Solvay, e a Transportes Cavalinho, começam a renovar a frota de caminhões diesel que atuam na operação para modelos a gás da Scania. Todavia, os veículos vão utilizar o biometano. Assim, vão reduzir em até 90% a pegada de carbono emitida por tonelada transportada por quilômetro na operação.

Para isso, a partir de 2026 a empresa passa a contar com 20 caminhões, todos modelos Scania GH 460. Todavia, pretende ampliar a cada ano por caminhões mais limpos. Chegando a 60 unidades até 2030. Seja como for, a empresa vai investir R$ 62 milhões até 2030.

Nesse sentido, vale lembrar que os caminhões contam com autonomia de 650 km. E cada caminhão, com tração 6x2 tem peso bruto total (PBT) de 58,5 t, bem como 38 t de carga líquida.

Os caminhões vão rodar na região de Paulínia, interior paulista, atendendo à logística da Rhodia. Conforme a empresa, uma alternativa que visa superar os desafios da infraestrutura para viagens de caminhões elétricos de longa distância no País.

Scania GH 460 X-Gás

Os caminhões Scania GH 460 foram lançados no ano passado. Contam com cabine alta Highline e podem ser configurados nas versões 4x2, 6x2 e 6x4. O motor de 13 litros desenvolve potência de 460 cv e torque de 234,7 mkgf de 1.000 a 1.300 rpm.


A distância entre os eixos foi reduzida para 3.600 mm. O que permite o acoplamento de semirreboques de até 15,40 m. Assim podendo transportar até 30-pallets, além de aumento na capacidade de gás para até 300 metros cúbicos. O que garante mais autonomia.  

Seja como for, a iniciativa contempla uma estratégia mais ampla de sustentabilidade adotada pelo Grupo Solvay nas operações no Brasil. No ano passado, a Solvay anunciou um projeto voltado para a adoção de caldeiras alimentadas por biomassa. Dessa forma, substituindo fontes fósseis de energia.

"A companhia está focada em avançar em direção à neutralidade de carbono, enquanto se mantém comprometida com a sustentabilidade e a inovação", diz a presidente da Solvay, Daniela Manique.

A unidade da Solvay em Paulínia já alcançou uma redução de 95% nas emissões diretas das fábricas e indiretas do consumo de energia de CO₂ (escopos 1 e 2) desde 2025. Agora, com a implementação do projeto da frota, espera-se que a redução chegue a 97% até 2027.

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