Produção de caminhões fecha 2018 em alta de 27%

Desempenho só não foi melhor devido à queda nas exportações

Produção de caminhões em alta Foto: Volvo do Brasil

No ano passado, a indústria de caminhões instalada no País produziu 105.534 unidades, um crescimento de 27,1% sobre o volume contabilizado no mesmo período de 2017, quando saíram das linhas de montagem 83.044 veículos.

O forte aumento no ritmo de produção no chão das fábricas teve como um dos principais fomentadores a alta demanda do mercado interno por caminhões do segmento de pesados. Do total produzido, 49.411 unidades foram de modelos da categoria, participação de quase 47% do total produzido.

“A produção de veículos só não foi maior porque as exportações atrapalharam, especialmente devido à crise econômica na Argentina, o nosso maior comprador”, avaliou Antonio Megale, presidente da Anfavea, durante divulgação dos números do setor automotivo do ano passado, na terça-feira, 8 de janeiro.

As remessas de caminhões em 2018 para o mercado externo somaram 26.642 unidades, volume 12,7% menor ao obtido um ano antes, de 28.220 veículos. Mais uma vez, são os pesados que lideram os embarques, com 9.238 unidades, em queda de 9,4% na comparação com o acumulado do ano anterior (10.194 unidades).

Projeções – Para 2019, a Anfavea considera que há condições para seguir em trajetória de crescimento. “A manutenção da taxa Selic entre 6,5% e 7%, a inflação sobre controle no patamar de 4% e a projeção de mais uma safra próxima do recorde, para mais de 238 milhões de toneladas, proporcionam um ambiente favorável”, avaliou Megale.

A estimativa da associação é de que a produção de pesados (caminhões e ônibus) ao fim do novo período que se inicia alcance 150.000 unidades, alta de 11,9%.

As exportações continuará sendo o maior desafio do setor em 2019. Mas ainda assim, no caso dos pesados, a Anfavea projeta alta de 3,7%, para algo em torno de 35.000 caminhões e ônibus. “A Argentina ainda apresentará dificuldades esse ano, mas a indústria de caminhões tem encontrado novos mercados importantes, como Chile e Rússia. Não que compense a Argentina, mas as exportações do segmento tendem a mostrar estabilidade ou um pequeno crescimento”, resumiu Megale.


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