Redação

09.09.2020 | 17:41

Transporte tem queda no PIB, mas setor aposta em retomada

Após a retração recorde de 11,3% do setor de transporte no primeiro semestre, a CNT prevê que as empresas comecem a recompor o caixa nos próximos meses

Transporte
Crédito: Divulgação/Iveco

O PIB do setor de transporte caiu 11,3% no primeiro semestre de 2020. A retração é quase o dobro do registrado no índice nacional, que recuou 5,9% no mesmo período. Esse foi o pior resultado para o setor desde o início da apuração das Contas Nacionais Trimestrais do IBGE, em 1988. O péssimo desempenho está relacionado à pandemia do novo coronavírus. A análise é da Confederação Nacional do Transporte, CNT.

Neste mês, a CNT lançou a nona edição do Transportes em Números. O relatório detalha os resultados da atividade econômica no primeiro semestre de 2020. Segundo a publicação, os serviços de transporte de carga e passageiros apresentaram a segunda maior queda no período. Esses setores ficaram atrás apenas da categoria “outras atividades”, cujo recuo foi de 13,6%. O segmento inclui itens consumidos pelas famílias, como alojamento, alimentação e educação.

Presidente da CNT, Vander Costa diz que a contração histórica aconteceu em um momento delicado. Isso porque o setor ainda não havia se recuperado dos prejuízos das recessões de 2014 e 2016. “Levará um tempo significativo para que todos os segmentos de transporte, sobretudo, o de passageiros, se recuperem”, afirma o executivo.

Mas Costa acredita que a retomada já começou. De acordo com ele, nos próximos meses, quando tiver início uma reação mais intensificada da economia, as empresas começaram a se recompor financeiramente. “Será propício para a retomada dos investimentos em infraestrutura”, afirma.

Queda no transporte de cargas e de passageiros

A publicação da CNT mostra que o fluxo de veículos pesados nas rodovias brasileiras também recuou. O levantamento, que utiliza dados das estradas pedagiadas, apontou queda de 5,5% no primeiro semestre de 2020. A retração foi causada pela quarentena decretada em várias cidades, que demandou o fechamento do comércio de de boa parte das empresas prestadoras de serviço.

O cenário negativo começou a mudar em julho. Conforme noticiado pelo Estradão, o movimento de veículos pesados, sobretudo caminhões, aumentou 5,3% nas rodovias com pedágio. A alta foi registrada em julho na comparação com os números de junho. O dado faz parte do Índice da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), que mede o movimento nas estradas. Na comparação com julho de 2019, houve retração de 0,1%.

 

 

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