Empresas do setor de alimentos e bebidas estão adotando medidas cada vez mais rigorosas para reduzir suas emissões de CO₂. No entanto, uma parcela significativa da poluição gerada por essa indústria vem de fontes externas, principalmente do transporte de mercadorias por caminhões.
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De acordo com estimativas da Volvo, o transporte de insumos e mercadorias responde por aproximadamente 19% das emissões da indústria de alimentos e bebidas. Nas grandes redes de supermercado, esse índice chega a 93% e está fora do controle direto dessas empresas. Nesse sentido, os caminhões elétricos ou movidos a combustíveis de baixa emissão, como biometano e biodiesel, podem contribuir de forma expressiva na redução do impacto ambiental desse setor, segundo o fabricante.
Porém, a Volvo aponta que os caminhões elétricos oferecem vantagens adicionais para a indústria alimentícia comparado aos modelos a combustão. Esses veículos podem operar, por exemplo, em zonas de baixa emissão e, por serem silenciosos, facilitam as entregas noturnas.
Outro fator destacado pela Volvo é o efeito positivo na imagem das empresas que trabalham com caminhões elétricos. “Demonstra um compromisso concreto com a sustentabilidade, o que pode fortalecer a relação com consumidores e parceiros comerciais”, relatou Ebba Bergbom Wallin, gerente de eletromobilidade da Volvo Trucks, em artigo publicado no site do grupo sueco.
Como acelerar a transição para caminhões elétricos
Para Ebba, a indústria de alimentos e bebidas deve apoiar seus transportadores na adoção de caminhões elétricos implementando contratos de longo prazo. Assim, as empresas de transporte têm maior previsibilidade financeira para investir em novos veículos e infraestrutura de recarga.

Além disso, a instalação de carregadores elétricos nas próprias instalações industriais pode facilitar a recarga dos caminhões durante o embarque e desembarque de mercadorias, sugere a gerente de eletromobilidade da Volvo Trucks. “Se você tiver rotas regulares entre dois pontos, este pode ser um ponto de partida ideal para um caminhão elétrico”, concluiu a executiva.