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Mercedes-Benz argentina exportará Sprinter para os EUA

A fábrica da Mercedes-Benz na Argentina começa a produzir em novembro um lote da terceira geração da Sprinter na versão chassis que será exportado para os EUA ainda em 2020

Sprinter
MERCEDES-BENZ-SPRINTER-CHASIS-1 Crédito: Mercedes-Benz/Divulgação

A fábrica da Mercedes-Benz na Argentina exportará a Sprinter Chassis para os Estados Unidos. A marca não revelou quantas unidades serão enviadas. O modelo, que faz parte da terceira geração, é produzido no Centro Industrial Juan Manuel Fangio, em Virrey del Pino. Os veículos embarcarão para os EUA até o fim de 2020.

Segundo informações da empresa, o novo lote se juntará às mais de 10 mil Sprinter da segunda geração que foram enviadas aos EUA nos últimos anos. A operação faz parte da nova estratégia do Grupo Daimler, dono da Mercedes-Benz. O objetivo é transformar a subsidiária argentina em uma plataforma de exportação para novos mercados.

“A Mercedes-Benz é o primeiro e único fabricante a exportar unidades produzidas na Argentina para o mercado dos Estados Unidos”, diz o presidente e CEO da filial portenha da empresa, Manuel Mantilla. Ele lembra que essa é uma importante conquista para a companhia, que está celebrando 69 anos de presença no país vizinho.

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Sprinter argentina já foi aos EUA

A Sprinter que será enviada aos EUA é da versão Chassis. Isso, segundo informações da marca, permite a instalação de qualquer tipo de carroceria, de acordo com as necessidades de cada cliente. A empresa está enviando unidades feitas na Argentina e em Ludwigsfelde, na Alemanha. As duas plantas são as únicas que produzem a versão Chassis da Sprinter.

A terceira geração da Sprinter passou a ser feita na Argentina em 2019. Sua produção é fruto de investimentos de mais de US$ 150 milhões. Entre as novidades, além de atualizações no visual a linha ganhou mais equipamentos. Também evolui em termos tecnológicos e em conforto. As unidades que serão exportadas começam a ser feitas em novembro.

“O novo Sprinter se destaca por sua maior versatilidade. Além disso, a planta está sendo adaptada para atender os padrões técnicos exclusivos dos EUA”, afirma Mantilla. De acordo com o executivo, a linha é líder de vendas na maioria dos mercados em que atua.

Em 2016, a  Mercedes-Benz argentina já havia exportado 8 mil Sprinter para os EUA e 600 para o Canadá. Os lotes foram enviados ao longo de todo aquele ano. De acordo com informações da empresa na época, a operação rendeu cerca de US$ 300 milhões à filial da empresa.

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Mercedes aposta forte no mercado americano

A Mercedes vem apostando fortemente na consolidação da linha Sprinter nos EUA. E, no afã de conquistar participação de mercado, chegou a errar a mão. Em 2019, por exemplo, uma campanha de marketing do modelo foi alvo de investigação e teve de ser alterada.

Segundo a publicidade veiculada pela Mercedes-Benz, a versão de passageiros seria produzida nos EUA. Mas a Truth in Advertising (Verdade na Publicidade), que investiga publicidade enganosa, descobriu que a marca havia “exagerado”.

A partir de uma amostra de 2.400 unidades nas concessionárias, a ONG constatou que, de fato, algumas tinham, sido feitas na fábrica da Carolina do Sul. Mas a maioria fora produzida na Alemanha.

Cerca de 90% dos veículos vistoriadas eram importados. Como o número de carros feitos nos EUA era menor que o exigido pela Comissão Federal de Comércio para ser considerado “nacional’, a Mercedes teve de tirara a campanha do ar.

A ação publicitária, que envolveu investimentos de US$ 16 milhões, foi substituída por outra. As novas peças não citavam o local de produção do modelo.

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