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Mercedes-Benz Arocs 10x4 autônomo tem preço de 50 Renault Kwid

Caminhão autônomo feito pela Grunner é baseado no Mercedes-Benz Arocs, tem bitola com 3 m e foca o transporte de sólidos, como calcário e fertilizantes

Andrea Ramos

09 de mai, 2023 · 6 minutos de leitura.

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Conheça o Mercedes-Benz Arcos que custa a partir de R$ 3 milhões
Conheça o Mercedes-Benz Arcos que custa a partir de R$ 3 milhões
Crédito:Andrea Ramos/Estadão
Conheça o Mercedes-Benz Arcos que custa a partir de R$ 3 milhões

A Mercedes-Benz e a Grunner desenvolveram o Arocs 10x4, caminhão com sistema de condução autônoma de nível 2. Ou seja, pode rodar sozinho, sem intervenção do motorista. Para isso, o caminhão recebeu vários recursos, como radares e sensores, bem como navegador GPS mais sofisticado. Conforme as duas empresas, o Arocs 4851 6x4 serve de base para a novidade. Assim, foca a distribuição de sólidos, como gesso, calcário e fertilizantes, por exemplo.

Conforme o CEO da Grunner, Denis Arroyo, o novo caminhão traz as mesmas funções do Axor 3131, que atua no transbordo de cana-de-açúcar. Portanto, seu uso é exclusivo em locais confinados, nos quais os trechos são mapeados previamente. Seja como for, um motorista viaja a bordo por segurança. Assim, pode tomar o controle do Arocs 10x4 se isso for necessário.

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Além de bitola de 3 metros, novo caminhão tem último eixo direcional; Fotos: Mercedes-Benz

Entre as modificações, a bitola do Arocs 10x4 foi alongada em 60 cm. Assim, tem 3 metros, o que, de acordo com a Grunner, o tona mais versátil. Como resultado, o novo modelo também pode ser utilizado no transbordo de cana. Isso porque a largura maior evita que os brotos sejam danificados pelos pneus. Outra boa solução é o último eixo direcional. O recurso facilita as manobras durante a operação.

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Da mesma forma, a suspensão pneumática tem dois bolsões de ar. Assim, o sistema pode inflar de acordo com o tipo de piso. Como resultado, o caminhão oferece bom nível de conforto mesmo quando circula em trechos muito irregulares. Além disso, a solução reduz o desgaste de componentes. Conforme as duas empresas, isso contribui para ampliar a durabilidade e disponibilidade do caminhão.


Conforme Arroyo, outra vantagem do Arocs 10x4 é o menor consumo de diesel em relação ao de tratores. Ou seja, os veículos mais utilizados tanto na distribuição de sólidos quando no transbordo de cana. Assim, ele afirma que o custo com combustível chega a ser 50% mas vantajoso. “Na verdade, ele deixa se torna uma máquina agrícola. Afinal, não é preciso fazer emplacamento nem pagar IPVA”, diz.

Segundo o especialista, vários produtores rurais já haviam tentado usar caminhões convencionais nesse tipo de operação. Porém, a ideia não vingou porque os modelos escolhidos não ofereciam a agilidade necessária. Já o Arocs 10x4 tem fôlego de sobra para encarar a empreitada. Afinal, seu motor turbodiesel de seis cilindros em linha gera 510 cv de potência e 245 mkgf de torque. Como resultado, pode tracionar uma caixa com 30 toneladas de carga.

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GPS permite que o Arocs atue sem intervenção do motorista; Foto: Leo Doca/Agência Transporta Brasil

Conforme a Grunner, o Arocs 4851 com o sistema 10x4 recebeu o nome de ADS 330X. Assim, ADS faz alusão ao tipo de utilização. No Axor 3131, por exemplo, que continua sendo oferecido pela empresa, a nomenclatura ATR indica que o caminhão é destinado ao transbordo de cana. O 330 significa que se trata de um caminhão com cabine simples e com capacidade para 30 toneladas.

Com os novos equipamentos, o Arocs 10x4 tem preço sugerido entre R$ 3 milhões e R$ 3,5 milhões. Ou seja, três vezes mais que a tabela do Mercedes-Benz sem esses itens, que parte de R$ 1,1 milhão. Além disso, com esse dinheiro daria para comprar 50 Renault Kwid, que parte de R$ 68.990.

Seja como for, de acordo com a Grunner já há pelo menos dez empresas interessadas. Além disso, 30 unidades de pré-série foram produzidas. O objetivo é validar o uso da caixa de transporte de sólidos. Entre as soluções, esse sistema tem um abafador criado para evitar perdas. Sobretudo por causa do vento forte, que pode prejudicar a uniformidade de aplicação dos produtos no solo. 


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