Iveco Hi-Road, o irmão menor do Hi-Way

Novos pesados começam a chegar em janeiro inicialmente com a versão 6×2 e motor de 440 cv

Iveco Hi-Road: motores de 360, 410 e 440 cv Crédito: Foto:MPerez/Iveco

A Iveco lança linha de caminhões pesados como mais uma opção para o transportador em segmento abaixo da gama Hi-Way. Os Hi-Road serão oferecidos com motores de 360, 410 e 440 cv, todos associados com transmissão automatizada de 16 marchas e configurados como 4×2, 6×2 ou 6×4. A produção da Iveco da novidade começa em janeiro com o Hi-Road 6×2 440 por preço a partir de R$ 380.000

“Estamos priorizando a versão com duzentos pedidos já firmes e com cem clientes diferentes”, conta Ricardo Barion, diretor de vendas e marketing da Iveco. “Nesse primeiro momento privilegiamos o varejo como estratégia para alcançar o maior número de clientes.”

Os Hi-Road são produtos baseados nos aperfeiçoamentos que a linha Hi-Way acumulou ao longo tempo, porém, com uma cabine completamente nova, especialmente no interior. De acordo com Barion, seu desenvolvimento começou há pouco mais de dois anos e absorveu US$ 30 milhões no desenvolvimento, parte dos US$ 120 milhões que a empresa aplica no País em um ciclo até a primeira metade do ano que vem.

Indicados para as operações de médias e longas distâncias, os novos caminhões da Iveco chegarão ao mercado com um considerável pacote de recursos e conveniências. Sempre configurado com cabine teto alto, o Hi-Road entrega ampla possibilidades de ajustes nos bancos com suspensão pneumática, regulagem na coluna de direção, aparelho de som com entrada USB, climatizador, ar-condicionado, caixa térmica, diversos porta-objetos e volante multifunção. Como itens opcionais, somente serão oferecidas rodas de alumínio, defletores de ar e geladeira.

Segundo Anderson Vilela, da engenharia da Iveco, o desenvolvimento Hi-Road privilegiou a redução do consumo com a introdução de uma nova turbina, melhorias na calibração do motor e consequente aumento de torque. “Além de um sistema elétrico inédito, com chicote complemente novo, preparamos o trem de força para que o motor possa trabalhar sempre cheio”, conta o engenheiro.

A gama dos novos caminhões são equipados com motores FPT de 9 litros de 360 cv a 2.000 rpm e torque máximo de 153 kgfm a 1.400 rpm, e de 13 litros com 410 cv a 1.900 rpm e 194 kgfm na faixa de 1.000 a 1.400 rpm, e a opção mais potente com 440 cv a 1.900 rpm e torque de 220 kgfm de 1.000 a 1.400 rpm.

Os Hi-Road terão como missão suprir necessidades de transporte na faixa de 46.000 kg a 74.000 kg de PBTC, peso bruto total combinado, em variadas aplicações, das carretas convencionais de três eixos às composições com nove eixos.

No segmento em que o Hi-Road começa sua disputa de mercado, categoria de cavalo-mecânicos 6×2, a Iveco tem atualmente 5% das vendas e espera conquistar mais dois pontos porcentuais no fim do ano que vem com o novo produto.

Para o diretor de marketing, o lançamento ocorre no tempo correto, quando os sinais de recuperação se encontram sólidos e “certo da continuidade do crescimento”. O executivo espera em 2018 um mercado de veículos comerciais de 86,5 mil unidades, em alta de 43% na comparação com 2017, de 60,4 mil unidades. Vale mencionar, no entanto, que no volume projetado por Barion estão cerca de 14 mil veículos da categoria de 3,5 toneladas. Para o ano que vem, a projeção é de crescimento de 21%, para algo em torno de 104,7 mil unidades. “A indústria já está quase chegando ao que foi 2012, ou seja, período anterior à crise.”

Ano que vem, com crescimento esperado, Barion adianta que a rede será ampliada. Atualmente a Iveco tem 74 endereços e quer encerrar 2019 com 88. “Hoje, diante de nova realidade de mercado menor, vale mais ter cobertura com pontos de assistência do que propriamente com pontos de vendas. Certamente com isso cobriremos quase 100% de todo o território nacional.”

O executivo também revela que em 2019 a Iveco terá novos produtos na categoria de médios com lançamento de configurações inéditas do Tector, modelo que hoje a marca disputa na categoria de semipesados em versão 6×2 e no subsegmento para 15 toneladas. “Com mais opções dentre os médios, passaremos a competir em mercado de 25 mil unidades mensais em 2019.”


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