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Guerra está de volta e deve produzir 500 implementos em 2021

A Guerra, uma das mais conhecidas empresas do setor de implementos do País, faliu em 2017, mas foi comprada pelo grupo dono da Rodofort

Aline Feltrin

15 de abr, 2021 · 4 minutos de leitura.

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A Guerra tem um trajetória de 50 anos no mercado de implementos rodoviários. Mas nem o fato de ser uma das marcas mais conhecidas do setor no País impediu sua falência, em 2017. Contudo, a marca está de volta por meio do Grupo I.Ried, fomentador do setor de agronegócio.

Para isso, em abril o grupo venceu o leilão da massa falida da Guerra. Assim, arrematou a empresa por R$ 90 milhões. Um novo ciclo de investimentos está a caminho.

Assim, a fábrica de Caxias do Sul (RS) voltará à ativa. A empresa fará a recuperação do maquinário, aquisição de matéria-prima e contratação e treinamento de pessoal.

Com isso, promete voltar ao mercado em breve. E também produzir 500 implementos rodoviários até o fim de 2021.

Comprador da Guerra é dono da Rodofort

Trata-se de uma notícia e tanto. Com a falência, a empresa familiar deixou uma dívida de R$ 300 milhões. Ou seja, ficou difícil encontrar um investidor disposto a retomar o negócio.

O Grupo I-Riede não é novato no ramo. Desde 2017, é dono da marca Rodofort, cuja fábrica (foto abaixo) fica em Sumaré (SP). A empresa foi comprada por R$ 15 milhões.

Com a nova marca, o objetivo do grupo é expandir seus negócios no setor de implementos rodoviários. Diretor-geral da Rodofort, Alves Pereira conta que a empresa produz implementos do tipo sider, baú, porta-contêiner e granel.

Aposta na marca veterana

Segundo ele, a companhia também estava em situação financeira delicada. Portanto, foi preciso investir para retomar a produção.

?Valeu muito a pena", afirma. De acordo com Pereira, desde 2018 as vendas começaram a crescer. "Até chegar no ponto de precisarmos expandir."

Segundo Pereira, em 2021 a Rodofort vai produzir 2 mil implementos rodoviários. Da marca Guerra, serão 500 unidades. Contudo, esse cenário deve se inverter em 2022. "Serão 2.400 da Guerra e 2 mil da Rodofort.

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União das marcas

De acordo com Pereira, a aquisição da Guerra é estratégica para o grupo. Ou seja, a fábrica gaúcha será responsável pela produção da linha de implementos pesados. E também basculante, tanque e granel.

Ao mesmo tempo, a unidade paulista fabricará os modelos sider, baú, porta-container e florestal. Assim como a linha feita em Caxias do Sul, todos serão do segmento de pesados.

A empresa também promete expandir a rede de distribuição da Rodofort. Segundo Pereira, atualmente há 18 parceiras.

Porém, com a aquisição da Guerra o objetivo é chegar a 30 representantes. Esse número inclui distribuidores e pontos de atendimento de assistência técnica.