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Fundador da Nikola é indiciado por fraude
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Fundador da Nikola é indiciado por fraude

Promotores acusam Milton Trevor, fundador da Nikola, de enganar investidores para aumentar o valor das ações da startup de caminhões elétricos

Redação

31 de jul, 2021 · 4 minutos de leitura.

Fundador da Nikola é indiciado por fraude
Nikola
Crédito:Nikola/Divulgação
Fundador da Nikola é indiciado por fraude

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos indiciou Milton Trevor por fraude. Ele é o fundador e ex-presidente da Nikola, startup de caminhões elétricos. Trevor é acusado de ter divulgado informações mentirosas acerca da empresa.

De acordo com a Justiça dos EUA, Trevor incentivou investidores a comprar ações da Nikola. Entre novembro de 2019 a setembro de 2020. Nesse sentido, ele apresentava relatórios falsos sobre o desenvolvimento de produtos e tecnologias.

Além disso, Trevor já enfrenta duas acusações por fraude de títulos. E uma por fraude eletrônica. Isso porque as declarações eram feitas nas redes sociais. Assim como em programas de televisão e podcasts. O objetivo era elevar o preço das ações da Nikola.


Trevor saiu do comando da Nikola

Seja como for, a suspeita de fraude veio à tona em setembro de 2020. Ou seja, na mesma época em que Trevor renunciou o comando da Nikola.

Contudo, ele se declarou inocente ao Tribunal Distrital de Manhattan, em Nova York. A audiência ocorreu na tarde desta quinta-feira, 29.

Segundo a Justiça dos EUA, foi estabelecida fiança no valor de US$ 100 milhões. Ou seja, cerca de R$ 520 milhões, na conversão direta, sem impostos. Porém, cada uma das acusações pode acarretar penas de 20 a 25 anos de prisão.


Declarações falsas

O fundador da Nikola Motors alardeava ao mercado uma versão de empresa que não existia. Segundo informações de um comunicado da Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos.

Em outras palavras, o executivo divulgava informações falsas de que a empresa havia alcançado avanços. Porém, não havia nenhuma solução.

Dentre as acusações dos promotores, Trevor dizia que a empresa tinha um protótipo funcional de um caminhão elétrico. Porém, o Nikola One não estava operante.


Declarações falsas

Ademais, Trevor dizia que a Nikola já estava produzindo hidrogênio. Bem como essa produção tinha preço reduzido. Contudo, não havia sequer investimentos na operação.

Da mesma forma, a Nikola informava que já estava desenvolvendo baterias. Bem como outros componentes de ponta. Os itens, contudo, eram comprados de terceiros.

De acordo com a Comissão de Valores Mobiliários, os crimes são graves. ?Diretores corporativos não podem dizer o que quiserem nas redes sociais", informou o órgão por meio de nota à imprensa.


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