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Diesel HVO feito de vegetais ganha apoio de engenheiros da AEA

Conhecido como diesel verde, o HVO é renovável, feito de óleos vegetais e pode ser usado puro ou misturado sem exigir alterações importantes no motor

Redação

21 de dez, 2022 · 4 minutos de leitura.

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Diesel HVO deve se tornar realidade no Brasil
Diesel HVO deve se tornar realidade no Brasil
Crédito:Divulgação
Diesel HVO deve se tornar realidade no Brasil

A Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA) instituiu o Grupo de Trabalho de HVO. Com isso, eles querem discutir o desenvolvimento do diesel feito a partir de óleos vegetais. Segundo a associação, a ideia é também encontrar soluções para viabilizar e expandir a produção do combustível renovável no Brasil.

Vale ressaltar que o HVO feito com base em óleos vegetais hidratado. Portanto, assim como o biodiesel, esse combustível deriva de biomassa renovável. Porém, o HVO é uma mistura de hidrocarbonetos. Ou seja, carbono e hidrogênio. Já o biodiesel é produzido por meio de uma mistura de ésteres. Ou seja, carbono, hidrogênio e oxigênio. 

Seja como for, o HVO é conhecido como diesel verde. Assim, com a entrada em vigor das novas leis de controle de emissões e a chegada de motores mais eficientes, trata-se de uma boa opção para reduzir as emissões de poluentes por veículos pesados, como caminhões e ônibus. Entre as vantagens, não é preciso fazer mudanças nos motores dos veículos.


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Ou seja, dá para usar o HVO puro. Bem como misturado ao biodiesel e ao diesel comum, ou mineral. Ou em uma mistura ternária diesel mineral-HVO-biodiesel. Trata-se de uma opção que atendem aos veículos atuais (Euro 6). Assim como modelos futuros, sem a necessidade de adaptação nos motores.

Brasil produz matéria prima do HVO

A produção do diesel HVO inicia-se a partir de várias matérias primas. Mas sem concorrer com a produção de alimentos. Dessa forma, o produto chega a partir de óleos vegetais. Em outras palavras, óleo de soja e óleo de girassol. Bem como óleo de palma. Além de óleo de fritura e gordura animal.  

Estima-se que, com introdução do HVO, aumente a participação de fontes limpas e renováveis na matriz energética. Assim, colocando o Brasil em uma posição ainda mais privilegiada no cenário internacional.


Além disso, a medida que se iniciem os testes para o aperfeiçoamento da matriz, o HVO pode se tornar uma importante fonte de divisas para o País. Em outras palavras, somando-se ao álcool e ao biodiesel como fonte de energia renovável. E ofertado à comunidade mundial.

Segundo a AEA, o responsável pelo grupo é Nilton Shiraiwa. Ele é da Mercedes-Benz. A vice-coordenadora é Ana Mandelli. Ela é gerente de distribuição do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás, da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

De acordo com Shiraiwa, a comissão é um importante canal para o diálogo do setor com os demais parceiros envolvidos no tema diesel HVO. Além de contribuir com o desenvolvimento da produção, distribuição e uso de misturas. Assim como garantir o bom funcionamento nos veículos e máquinas equipados com motor diesel.


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