A Diamond T Motor Car Company nasceu em 1905, em Chicago, fundada por C.A. Tilt, cujo pai havia se destacado como fabricante de sapatos para a Marshall Field Company. Originalmente, o logotipo da empresa aparecia nos calçados: um diamante com a letra “T” de Tilt. No entanto, a companhia logo ampliou seu foco.
- VEJA MAIS:
- Implementos pesados têm alta de vendas em julho, mas ano acumula queda
- Inmetro reconhece laboratório da Marcopolo para certificações globais
- Volvo FH lidera nos caminhões pesados, mas segmento segue em recuo
Em 1911, atendendo a um pedido de um comerciante de encanamentos de Michigan, a Diamond T produziu seu primeiro caminhão. Este veículo utilizava motor Continental de quatro cilindros, transmissão Brown Lipe e eixos Timken em um chassi O.A. Smith. O sucesso foi imediato e determinou o rumo da empresa. Assim, antes da Primeira Guerra Mundial, a Diamond T já contava com uma rede de concessionárias nos Estados Unidos.
A entrada na produção de caminhões trouxe novos desafios e oportunidades. Durante a Primeira Guerra Mundial, a empresa fabricou os caminhões de 3 a 5 toneladas “Liberty” para o esforço de guerra, equipados com motores Hinkley de quatro cilindros. Além disso, na década de 1920, a Diamond T implementou cabines fechadas com montagem em borracha, luzes elétricas e pneus pneumáticos, consolidando sua reputação por inovação.

Inovações que marcaram a Diamond T
Em 1928, a Diamond T reagiu à Grande Depressão com mudanças de design. C.A. Tilt introduziu modelos com para-brisas inclinados e grades em “V”, surpreendendo a concorrência que depois adotaria o mesmo estilo. Ademais, adotou motores Hercules de seis cilindros e 60 cv, aumentando a potência dos caminhões da época.
Nos anos seguintes, a marca investiu na estética dos veículos, lançando o Model 211 em 1933 e, em 1937, o primeiro caminhão cab-over-engine (COE). Embora a cabine não inclinasse, toda a unidade motriz ficava montada sobre um subchassi deslizante. Em 1937, também estreou cabines totalmente em aço para caminhões leves, eliminando a madeira do quadro. Um ano depois, introduziu a primeira garantia de 100.000 milhas (160.000 quilômetros) no setor de caminhões.

Durante a Segunda Guerra Mundial, a produção da Diamond T se adaptou às demandas militares. Após o conflito, a empresa oferecia 19 modelos, desde caminhões leves até chassis especializados, bem como modelos com motores a gasolina, diesel e GNV, e transmissões variadas.
Fusões, mudanças de propriedade e novos modelos
Após o falecimento de C.A. Tilt em 1954, a Diamond T enfrentou pressões externas. Apesar de resistir inicialmente, a White Motor Corporation comprou a empresa em 1958, já possuindo a Reo desde o ano anterior. Em 1967, a White fundiu Diamond T e Reo, formando a Diamond Reo Trucks.

Entre 1971 e 1975, a empresa lançou modelos como Royale COE, Apollo, Rogue e Raider, com motores Caterpillar, Cummins e Detroit Diesel. Entretanto, dificuldades financeiras levaram à nomeação de administradores judiciais em 1975. Depois, a Diamond Reo ainda mudou de mãos duas vezes, lançando o Giant 6×4, com cabines Autocar e motores Cummins ou Detroit Diesel.
Em 1985, a empresa lançou a T-Line, construída sobre chassis e cabines da Navistar, mas a produção terminou em 2010. Anos depois, em 2018, houve uma tentativa de reviver a marca Diamond Reo na Austrália, com caminhões COE produzidos na China e equipados com motores MAN. Porém, o projeto nunca avançou.