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Caminhoneiros têm de fazer exame da covid-19 para entrar na Argentina

A obrigatoriedade da apresentação de exame negativo caminhoneiros faz parte das ações da Argentina para conter a variante brasileira do coronavírus

Redação

19 de abr, 2021 · 3 minutos de leitura.

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caminhoneiros farão exames covid
Crédito:Volvo/Divulgação
caminhoneiros farão exames covid

Todos os caminhoneiros que viajam para a Argentina têm de apresentar teste negativo para covid-19. Ou seja, só assim, vão ser liberados para entrar no país vizinho. A medida começou a valer na quarta-feira da semana passada (14).

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Portanto, os caminhoneiros precisam apresentar o teste RT-PCR negativo. Ou seja, aquele feito com uma espécie de cotonetes. Além disso, o exame deve ser feito até 72 horas antes da chegada à fronteira.

Porém, isso deve gerar problemas em fronteiras. Segundo a Associação Brasileira de Transportadores Internacionais (ABTI), há risco de colapso. Sobretudo nas cidades de Dionísio Cerqueira (SC), Foz do Iguaçu (PR) e São Borja (RS).

ABTI teme colapso nas fronteiras

De acordo com ABTI, um impacto ainda maior pode ocorrer em Uruguaiana (RS). Isso porque aquela região concentra o maior fluxo de caminhões.

Segundo informações da associação, 800 caminhões cruzam os postos de fronteira do País diariamente. Do mesmo modo, 500 passam pela cidade gaúcha.

No mesmo sentido, há risco de represamento de cargas para exportação. Bem como nas de importações. Assim, poderá haver alta nos custos de operação. As cargas frigorificadas e refrigeradas devem ser as mais afetadas.

Exigências afetam caminhoneiros

Em outras palavras, a situação deve se agravar na região. Isso porque o Chile e o Peru já fazem esse tipo de exigência. Ou seja, só caminhoneiros com teste negativo podem entrar nos dois países.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores, já há relatos de empresas com dificuldades para cumprir a norma. Sobretudo por causa da falta de infraestrutura para realização de exames. Tanto nas fronteiras quanto ao longo da rota.

De acordo com nota do Itamaraty, o governo vem conversando com os transportadores de carga. Assim também, mantém contato com as autoridades dos países vizinhos. Com isso, pretende buscar soluções para o problema.