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Brasil e México têm novo acordo de comércio para caminhões e ônibus

Brasil e México fecham acordo de livre comércio para caminhões e ônibus. Tarifas de importação usadas no comércio bilateral desses veículos começam a ser reduzidas a partir desta quarta-feira

Redução de tarifa para caminhões e ônibus no acordo entre Brasil e México começa a valer
Crédito: VWCO/Divulgação

Brasil e México fecharam acordo de livre comércio para caminhões, ônibus e autopeças. O entendimento dos dois países prevê a liberação gradual de tarifas até julho 2023. A partir desta quarta-feira (1), já está valendo o desconto de 20% na tarifa de importação aplicada nesses veículos.

Nota conjunta do Ministério da Economia e do Ministério das Relações Exteriores informa que a redução de tarifas de importação em julho de 2021 será de 40% e no ano seguinte, 70%. Até zerar a alíquota no segundo semestre de 2023. No caso de autopeças para pesados, o imposto zerado já está valendo.

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“Estima-se que, ao promover o livre comércio também de caminhões, ônibus e suas autopeças, o novo acordo gerará aumento importante das exportações brasileiras para o México nos próximos anos. Tendo em vista a reconhecida competitividade do Brasil no segmento de veículos pesados”, diz a nota enviada pelos ministérios.

Brasil e México já são antigos parceiros

Brasil e México já se beneficiam de livre comércio para automóveis, veículos comerciais leves e suas autopeças. O acordo entre os dois países teve início em 2002.

O balanço do primeiro ano do acordo de veículos leves do Brasil e México foi positivo para a indústria brasileira. Possibilitou elevar as exportações para o México em mais de 40%.

Ainda de acordo com os dados apresentados pelos ministérios, o México é o terceiro parceiro ais importante do Brasil no comércio automotivo. Fica atrás da Argentina e dos Estados Unidos. No ano passado, o comércio de produtos automotivos entre os dois países registrou US$ 3,7 bilhões. Com exportações, o valor foi de US$ 1,8 bilhão, chegando a US$ 1,9 bilhão de importações.

Ao promover o livre comércio também para caminhões, ônibus e suas autopeças, o Governo Federal estima gerar o aumento importante das exportações brasileiras para aquele país.

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