Balcão de negócios começa o ano aquecido

Categoria de pesados impulsiona crescimento de 50% nos licenciamentos de caminhões em janeiro

Vendas de pesados em alta Crédito: Foto: Mercedes-Benz

As vendas de caminhões no primeiro mês do ano seguiram em trajetória ascendente em relação ao ano passado. Segundo os dados consolidados pela Fenabrave, federação que reúne a distribuição de veículos no País, divulgados na terça-feira, 5 de fevereiro, o mercado transportador de carga absorveu 6.932 unidades em janeiro, volume 50,9% superior ao registrado no mesmo mês de 2018, quando os emplacamentos somaram 4.593 caminhões.

Na comparação com dezembro do ano passado, o número obtido foi 8,8% menor, resultado considerado natural pela federação em virtude da sazonalidade do período, marcado tanto pela quantidade menor de dias úteis, em virtude das festas de fim ano, quanto por férias, que tiram o transportador da concessionária. Sérgio Zonta, vice-presidente da Fenabrave, no entanto, atribui o avanço, mais uma vez, ao agronegócio. “O segmento de caminhões é ligado ao PIB e o resultado consolida a recuperação esperada para 2018.”

O desempenho das vendas de pesados em janeiro reforça a análise do representante da federação, que impulsiona o mercado em geral. Do total de emplacamentos no mês passado, 3.416 unidades foram de veículos da categoria, o que representou 49,3% dos licenciamentos.

A Mercedes-Benz dominou amplamente os negócios em janeiro ao registrar 2.125 caminhões vendidos, 30,6% das vendas totais. A Volkswagen Caminhões e Ônibus, com 1.527 unidades garantiu a vice-liderança ou 22% de participação. O terceiro lugar no pódio ficou com a Scania ao anotar 953 licenciamentos (13,7%), certamente as últimas unidades da Série PGR, como o programado pela fabricante que, a partir deste mês, começa a entregar a sua nova geração de caminhões.

O ranking segue com Ford em quarto lugar, 13,6% do mercado, Volvo (10,6%), Iveco (5%), DAF (3%), MAN (2%), Hyundai (0,2%) e Agrale (0,03%).

Perspectivas – Para 2019, a Fenabrave estima um crescimento de 15,4% sobre 2018, volume em torno de 88.000 caminhões. A projeção considera a perspectivas de crescimento do PIB e a continuidade no aumento da confiança do transportador.


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