Produção de caminhões avança 24% em julho

Atividade nas fábricas só não foi maior devido ao recuo nas exportações

Produção de caminhões segue em alta Foto: Mercedes-Benz

Em julho, a indústria caminhões do País produziu 8.778 unidades, crescimento de 23,8% na comparação com o mesmo mês de 2017, quando saíram das linhas de montagem 7.093 veículos.  O volume também representou alta de 1,7% em relação a junho, apontando uma reação após resultado negativo em função da greve dos caminhoneiros no fim de maio.

No acumulado dos sete primeiros meses, a produção somou 58.365 caminhões contra 43.114 unidades anotadas um ano antes, alta de 35,4%.

O balanço é da Anfavea, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, divulgado na segunda-feira, 6. Para Antonio Megale, presidente da entidade, o resultado poderia ter sido bem melhor caso o setor não estivesse enfrentando dificuldades nas exportações. “As remessas de veículos sofreram redução, reflexos das compras de Argentina e México, os maiores mercados da nossa indústria.”

Os embarques de caminhões em junho alcançaram 2.148 unidades enviadas, quedas de 22% em relação as exportações de 2.753 veículos registras há um ano e de 13,4% na comparação com junho, quando seguiram para outros países 2.479 unidades.

No acumulado do ano até julho, as remessas somaram 16.477 caminhões, resultado estável na comparação com o volume apurado nos sete primeiros meses do ano anterior de 16.384 unidades, com pequena alta de 0,6%.

A manutenção de crescimento na produção se deve ao desempenho do mercado interno, que cresceu em julho 45,3%, com 6.591 caminhões licenciados contra 4.535 unidades vendidas em julho do ano passado. De janeiro a julho, as vendas de 38.616 caminhões apontaram alta de 48,6% sobre o volume do acumulado até julho de 2017, de 25.190 unidades.

“O mercado de caminhões está gradativamente se recuperando após quatro de quedas consecutivas”, avalia Luiz Carlos Moraes, vice-presidente da Anfavea e diretor de relações institucionais da Mercedes-Benz. “O maior destaque são as vendas do segmento de pesados, impulsionado pelo agronegócio.”


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