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Daimler e Volvo farão células de combustível na Europa

Daimler e Volvo deram um importante passo para a formação da Cellcentric, que produzirá células a combustível para caminhões na Europa

Redação

03 de mai, 2021 · 8 minutos de leitura.

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Crédito:Divulgação: Daimler

A Daimler e a Volvo criaram uma parceria para o desenvolvimento conjunto de células a combustível. Como resultado, vão erguer uma fábrica para a produção do novo componente na Europa. Batizada de Cellcentric, será uma das maiores plantas do tipo na Europa.

Leia também: Daimler e GE criam posto de recarga caminhões elétricos

Segundo as empresas, a Cellcentric desenvolverá, produzirá e comercializará células a combustível. O sistema permitirá que veículos pesados percorrem longas distâncias.

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Com isso, poderão operam em diversos tipos de aplicações. De acordo com a Daimler e a Volvo, haverá uma complementação entre os sistemas elétricos.

Daimler e Volvo focam transporte livre de emissões

Ou seja, para caminhões elétricos com baterias convencionais e caminhões com células a combustível. Nesse sentido, os modelos com baterias convencionais focarão o transporte de cargas mais leves.

Além disso, vão operar rotas de curta distância. Por outro lado, os caminhões a célula a combustível serão a opção para transportar cargas pesadas.

Bem como percorrer distâncias longas. Nesse sentido, terão células movidas a hidrogênio. Segundo o CEO da Daimler Trucks AG, Martin Daum, a célula a hidrogênio é a chave para um transporte livre de emissões de CO2.

Não há data para oelada a data de início da produção

De acordo com ele, sozinhos os caminhões elétricos convencionais não conseguem atender essa meta. Contudo, ainda não há informações sobre o início da produção da fábrica da Cellcentric.

Segundo a Daimler e a Volvo, detalhes sobre a nova empresa serão revelados somente em 2022. Enquanto isso, a meta é ampliar o desenvolvimento dos protótipos.

Assim, Daimler e Volvo querem iniciar testes de caminhões a célula a combustível com clientes em cerca de três anos. De acordo com as empresas, a produção em série terá início na segunda metade desta década.

Parceria teve início em 2020

Embora sejam sócias na nova empresa, Daimler e Volvo continuam a ser concorrentes. Portanto, cada uma tem sua própria área de desenvolvimento de tecnologias para veículos. Ou seja, isso inclui a integração de células a combustível em caminhões.

Para formar a Cellcentric, a Volvo adquiriu 50% da ações da Daimler Truck Fuel Cell GmbH & Co. KG. Nesse sentido, o investimento foi de ? 600 milhões à vista.

O acordo preliminar foi divulgado em abril de 2020. Em novembro de 2020, Daimler e Volvo assinaram um contrato definitivo sobre a formação da joint-venture.

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Como funciona a célula a combustível

A célula a combustível, que pode ser hidrogênio, foi criada na Inglaterra em 1839 por Sir William Grove. Mas, na época, o sistema não vingou. Isso porque as fontes de energia eram abundantes.

Além disso, a preocupação com a poluição ambiental simplesmente não existia. Portanto, o cenário era totalmente diferente do atual.

Seja como for, a célula a combustível é para veículos movidos a eletricidade. Porém, diferentemente dos modelos elétricos convencionais, não é preciso recarregar as baterias na tomada.

Processo químico não gera emissões

Ou seja, a célula a combustível serve para gerar a eletricidade que fará o motor funcionar. Para isso, transforma o hidrogênio em eletricidade.

Porém, hão há combustão. Assim também, não há geração de emissão de poluentes durante o processo. Como resultado, pelo escapamento do veículo sai apenas água.

Em outras palavras, grosso modo o sistema transforma energia química em elétrica. Assim, entre as vantagens ante a queima de combustíveis fósseis é que não há perdas.

Baterias podem ser recicladas

Ou seja, o impacto ambiental é baixíssimo. Além disso, não há vibrações, ruídos, combustão, emissão de material particulado nem de gases poluentes.

O principal elemento utilizado nas células, ou pilhas, a combustível é o alumínio. Ou seja, um metal 100% reciclável.

Logo, o sistema também resolve um dos grandes problemas dos veículos elétricos convencionais. Ou seja, o que fazer com as baterias. Isso porque, além de a reciclagem ser cara, a produção gera altos níveis de poluição. Aliás, a sua reciclagem é cara.

Realidade distante do Brasil

No entanto, a célula a hidrogênio é uma realidade bastante distante da maioria dos países. Sobretudo no que se refere ao transporte de cargas.

Nesse sentido, não há nenhum investimento no Brasil, por exemplo. Até o momento, nenhuma fabricante considera o desenvolvimento desse tipo de sistema por aqui.

Porém, a oferta de caminhões elétricos e a gás está crescendo. A Volkswagen Caminhões e Ônibus, por exemplo, confirmou a produção do e-Delivery no País neste ano.

Além disso, a Scania produz o R 410 6x2 a gás desde o fim de 2019 no Brasil. E a Iveco confirmou que dará início aos testes de caminhões a gás no País.