Andrea Ramos

07/01/2020 - 9 minutos de leitura. Atualizado: 08/01/2020 | 12:16

Axor 2544 é o trucado de entrada mais vendido do Brasil em 2020

O Mercedes-Benz Axor 2544 6×2 pelo segundo ano consecutivo se destaca nas vendas entre os caminhões pesados. Nessa categoria os caminhões 6×4 prevalecem

Axor 2544
Axor 2544 Crédito: Mercedes-Benz/Divulgação

Em meio a lista dos 10 caminhões pesados mais emplacados de 2019, o Mercedes-Benz Axor 2544 6×2 aparece na oitava posição. O modelo, pelo segundo ano consecutivo foi o trucado de entrada mais vendido em 2019. Foram 1.606 unidades emplacadas ano passado no mercado interno, ante as 913 unidades em 2018, crescimento de 76%.

Coincidentemente, nesses dois anos, o Axor 2544 6×2 manteve-se na oitava posição do ranking. O Volvo FH 540 6×4 liderou a posição de vendas com 7.219 unidades, seguido do Scania R 450 e do Volvo FH 460, com 5.348 e 4.788 unidades vendidas respectivamente. E de acordo com as fabricantes mais de 70% das vendas desses modelos estão relacionadas às versões traçadas.

Logo a frente do Axor 2544 está o Actros, 2546, também trucado, e que vendeu 1.763 unidades, estando na sétima posição do ranking. Contudo, o modelo está posicionado na categoria de caminhões premium, com preço superior ao do Axor.



O preço é um fator convidativo e que ajuda a expressar às boas vendas do Axor 2544. De acordo com a tabela da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), o Axor 2544 6×2 0 km custa R$ 408.

Já o Scania R 450 6×2 com a mesma configuração custa R$ 520 e o Volvo FH 460 custa R$ 491 ambos 0 km. Mesmo nas versões trucadas, Scania e Volvo estão posicionados como caminhões premium e entregam mais equipamentos.

Atualizações

Ambos foram atualizados, ganharam novas cabines e estão alinhados com a gama global da marca. Diferentemente do Axor que está à venda apenas na América Latina, com vendas mais expressivas no Brasil, Argentina e Paraguai. Na Europa ele saiu de linha antes mesmo da chegada da Euro 6.

Contudo, o maior competidor do Axor 2544 é o Constellation 25.420 6×2 da Volkswagen Caminhões e Ônibus. Ele custa R$ 364. Deve-se levar em conta, porém, que o Constellation não possui a lista de equipamentos como o Axor. O acabamento do representante da Volkswagen é também mais espartano em relação ao competidor da Mercedes.

Axor 2544 chega neste ano

A gama Axor da Mercedes-Benz, composta por onze modelos entre rodoviários e fora de estrada foi lançada em 2005. Durante esses 15 anos foram feitas 57 modificações à linha. Com isso, o Axor ficou mais leve, mais econômico e mais inteligente.

Em 2013, o motor ficou mais econômico em função do Proconve P7 (norma equivalente a Euro 5) que entrou em vigor naquele ano sob o conceito Econfort. Além disso, o motor ganhou mais potência e torque, além de uma transmissão automatizada. Antes, a caixa do Axor era semiautomatizada.

O Axor completa 15 anos de mercado em 2020

 

Força de sobra

O trem-de-força atualizado é composto pelo motor OM 457 LA, de 6 cilindros em linha, de 11.967 cm³. Esse propulsor desenvolve potência de 439 cv a 1.900 rpm, e torque de 224 mkgf a 1.100 rpm.

A transmissão é MB G 281-12, automatizada de 12 marchas. Ela é conhecida como Powershift e dispensa o pedal de embreagem. Mas a Mercedes tem a versão da transmissão de 16 velocidades, que o cliente elege de acordo com a operação. Trata-se da G 280-16 Powershift automatizado 16 velocidades, também sem pedal de embreagem.

No pacote de segurança, o Axor 2544 é equipado de série com Hill Star Aid (HSA) que auxilia a partida em rampas. O sistema freia o caminhão por até três segundos em saídas de semáforos, garantindo arrancadas mais seguras sobretudo em aclives.

Ampla lista de equipamentos

Outro sistema de segurança é o Electronic Brake Force Distribution (EBD), que atua em conjunto com o ABS e distribui a força da frenagem entre as rodas do caminhão, independentemente da carga transportada. O sistema ajuda a evitar o travamentos e garante maior controle e segurança ao volante. A terceira tecnologia é o Anti Slip Regulation (ASR), que controla a tração e impede que as rodas patinem nas acelerações.

A última atualização do Axor foi em 2018 e ele ganhou novo painel de instrumento

 

De série o Axor 2544 da Mercedes conta com o freio-motor Top Brake, mas como opcional o caminhão pode ser equipado com o freio retarder Voith R 115. Somando-se os dois equipamentos, o caminhão ganha um poder de frenagem na ordem de 1.000 cv.

Axor 2544 atende às múltiplas aplicações

O Axor 2544 6×2 é adequado às operações de médias a longas distâncias rodoviárias com composições de três eixos convencionais ou vanderleias (de três eixos espaçados) com peso bruto total combinado (PBTC) de 53 t.

Pode atender operações com implementos tipo tanque, carga seca, sider, baú, cegonha etc. Sua capacidade máxima de tração (CMT) varia entre 60 t e 80 t.

A última atualização do Axor ocorreu em 2018. O caminhão ficou mais espaçoso com túnel do motor rebaixado em 100 mm. É a menor altura de um túnel entre os caminhões de sua categoria. Com isso, a versão com cabine leito teto alto ficou com 1.780 mm de altura interna e a cabine leito teto baixo ficou com 1.310 mm de altura.

O quadro de instrumentos recebeu novas funções. Entre elas estão informações sobre pressão do turbo, tempo e consumo em marcha lenta. Consumo em litros e alerta de velocidade são checados rapidamente pelo motorista.

Eletrônica avançada

Já o piloto automático combina eficiência na utilização diária. Enquanto os sistemas convencionais são programados para levar o caminhão a atingir a velocidade desejada o mais rápido possível, o piloto automático do Axor identifica as condições de piso e carga por meio de sensores e se ajusta para alcançar a velocidade programada sem prejudicar o consumo de combustível.

O acabamento do Axor foi melhorado, ganhou bancos com desenhos modernos e cama mais confortável

 

Assim, se o caminhão estiver em um declive, por exemplo, o sistema aproveita a inclinação para levar o veículo à velocidade desejada sem precisar acelerar. Na prática, isso pode representar economia de até 1% na comparação com o equipamento convencional.

O acabamento também foi melhorado. Os bancos do motorista e do passageiro ganharam novos tecidos, mais macios ao torque e de desenho moderno. O banco do motorista recebeu mais ajustes de altura e de profundidade e ele é pneumático de série.

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