Via Anhanguera faz 70 anos

Considerada uma das melhores do País, a rodovia interliga 18 municípios que concentram metade do PIB paulista

Via Anhanguera completa 70 anos
Via Anhanguera: 70 anos. Crédito: Clóvis Ferreira/ Digna Imagem

Estudos do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-SP) de meados da década de 1930 apontavam como fundamental a construção de rotas capazes de promover continuidade aos planos de desenvolvimento econômico do estado de São Paulo. Dentre as obras necessárias, a antiga São Paulo-Campinas se apresentava como o esboço para o que viria a ser a Via Anhanguera, a SP-330.

Em 22 de abril de 1948 era inaugurada, então, a primeira pista pavimentada ligando a capital paulista à Jundiaí e, posteriormente, à Campinas. Oficialmente, a data marca o nascimento de uma das principais rodovias do estado, embora caminhos anteriores, datados do século 18 já cumprisse a função de ligar a cidade grande ao interior.

Hoje a Via Anhanguera, a terceira maior do estado, é aponta como uma das melhores do País, de acordo com pesquisa anual da Confederação Nacional do transporte (CNT). Tem 442 quilômetros, de São Paulo à Igarapava, na divisa com Minas Gerais. Desde 1998, por meio do Programa de Concessões Rodoviárias do Estado de São Paulo, o trecho de 320 quilômetros, entre a capital e Cordeirópolis está sob administração da CCR AutoBan.

O percurso sob concessão registra, em média, 350 mil viagens por dia e interliga 18 municípios que concentram metade do PIB paulista, segundo a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), valor que no ano passado somou em torno de R$ 1 trilhão.

Desde que foi concedida à iniciativa privada, a rodovia recebeu por volta de R$ 4,3 bilhões em melhoria. O Complexo Anhanguera, na chegada à capital paulista, foi um dos mais recentes e grandiosos. Inaugurado em 2010, recebeu aporte de R$ 643 milhões para construção de 16 viadutos e pontes, novos acessos e retornos, melhorias em trevos, faixas adicionais e passarelas.

Os usuários são beneficiados por 544 telefones de emergência, localizados a cada quilômetro da rodovia, 106 câmeras, 28 painéis fixos de informação, 64 veículos operacionais dentre guindastes, guinchos, de inspeção e de socorro mecânico e em torno de 12 mil placas de sinalização.

A pavimentação da rodovia ainda usa restos de pneus, o que proporciona viagens mais seguras e menos ruidosas, pois torna a pista mais aderente. A técnica permitiu evitar o descarte de 3 mil toneladas de pneus no meio ambiente, o equivalente a 500 mil unidades.


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