Pesados impulsionam crescimento do mercado

Categoria apresentou o melhor desempenho em 2017 com alta de 23% nas vendas

Pesados puxam o crescimento Crédito: M. Scalco/Randon

O segmento de caminhões pesados se mostrou como protagonista no início da recuperação do mercado de veículos comerciais após três anos de quedas consecutivas, conforme aponta o balanço de 2017 da Anfavea.

Enquanto as vendas totais do mercado de caminhões encerraram o ano passado com alta de 2,7%, para 51.941 unidades, somente os licenciamentos de pesados cresceram 23,4%, com 18.747 caminhões vendidos, participação de 36%, 6 pontos porcentuais a mais que no ano anterior.

Nenhuma outra categoria apresentou resultado tão robusto. Ao contrário, segmentos importantes, tradicionalmente de grandes volumes, como os leves e os semipesados, ainda fecharam 2017 com queda na comparação com 2016.

A faixa de modelos destinados às operações essencialmente urbanas somou no ano passado 11.687 licenciamentos, declínio de 11,2% sobre o volume do ano anterior, de 13.160 unidades. A participação dos leves no mercado de caminhões, que foi de 26%, em 2016, quando as vendas alcançaram 50.559 unidades, caiu para 22,5%, em 2017.

O recuo nas vendas dos semipesados foi menor, mais ainda acentuada. No passado, o mercado absorveu 13.542 caminhões da categoria, queda de 6,5% em relação às 14.478 unidades negociadas em 2016. O resultado também reduziu a fatia do segmento no mercado total de 28,6% para 26%.

Além dos pesados, os semileves e os médios foram as outras categorias que mais contribuíram com a alta das vendas no ano passado, embora os primeiros tenham apresentado um desempenho estável, com leve alta de 0,2%, para 3.522 unidades contra 3.514 licenciamentos no ano anterior. O comportamento das vendas praticamente não alterou a participação da categoria no mercado total: tinha 6,9% em 2016 e encerrou 2017 com 6,9%.

Por fim, as vendas da categoria de caminhões médios cresceram 5,3% em 2017, para 4.443 veículos negociados. O volume, no entanto, praticamente não permitiu ao segmento ganhar participação, encerrando o período com 8,55% do mercado total, enquanto fechou 2016 com 8,35%.


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