Amarok para um transporte esportivo

Picape ganhou versão mais potente com motor 3.0 V6 de 225 cv. A novidade chega ainda em fevereiro por R$ 184.990.

Volkswagen Amarok V6 Highline Crédito: Volkswagen

A gama de picapes Amarok ganhou mais uma integrante com a versão Highline equipada com motor tubodiesel 3.0 que desenvolve 225 cv e torque de 56,1 kgfm de 1.500 a 2.500 rpm acoplado com câmbio automático de 8 velocidades.

De acordo com Volkswagen, é a picape mais potente da categoria, “nenhuma outra entrega tanto desempenho no mercado brasileiro”, afirma Gustavo Schmidt, vice-presidente de vendas e marketing da fabricante no Brasil durante apresentação do modelo na noite de quinta-feira, 22 de fevereiro.

A nova opção, também fabricada em Pacheco, na Argentina, como as outras, desembarca nas concessionárias da marca ainda este mês por R$ 184.990. O único opcional, por mais R$ 2.720, é a roda de liga leve de 19 polegadas (a série é de 18 polegadas).

Com a chegada do motor V6, a picape passa a ser oferecido a partir de sete versões de acabamento e três faixas de potência: a S (cabine simples ou dupla), com motor 2.0 turbodisel com 140 cv e 34,7 kgfm, sempre com câmbio manual de seis marchas e a SE (Trendline ou Highline), com motor biturbodiesel com 180 cv e torque de 40,8 kgfm ou 42,8 kgfm se associado com transmissão manual ou automática, respectivamente.

Praticamente não há diferença visual da nova versão em relação às outras opções, as exceções se limitam ao emblema V6 na grade dianteira e na tampa traseira da caçamba.

Ao oferecer mais potência, a Amarok ganhou desempenho à altura de carros esportivos, embora não deixe de ser uma picape. A Volkswagen declara que a versão faz de 0 a 100 km/h em 8 segundos e alcança velocidade máxima de 190 km/h. O conjunto traz ainda o chamado overboost para auxiliar nas ultrapassagens. Ao pisar forte e repentinamente no acelerador, o motor entrega mais 20 cv e 3 kgfm de torque durante 10 segundos. Um recurso eficaz quando carregada com os 1.105 kg de carga útil que tem de capacidade.

Pelo valor, a Amarok V6 não poderia deixar de entregar um amplo pacote de recursos e equipamentos. A oferta contempla volante multifunção, ar-condicionado de duas zonas, bancos com ajustes elétricos, controle de estabilidade, assistência de partida em rampa e de descida, freios a discos nas quatro rodas com ABS off-road e central multimídia com acesso por tela sensível ao toque capaz de espelhar até dois celulares via Mirror Link, Apple Car Play ou Android Auto.

Dos vinte lançamentos que a Volkswagen fará até 2020, a Amarok V6 é o terceiro, depois do novo Polo e do Virtus, parte da estratégia da Volkswagen de reconquistar a liderança das vendas no País.

“Estamos planejando muito mais novidades para o mercado brasileiro, que devem nos ajudar a ganhar mais cliente”, disse Pablo Di Si, presidente e CEO da Volkswagen, durante a apresentação da nova versão da Amarok. “Com uma nova maneira de pensar, e com os produtos os quais os nossos clientes esperam, vamos fazer a mudança de uma empresa que estava fria, lenta, e com produtos envelhecidos, para a nova Volkswagen que queremos.”

Ao se considerar a pré-venda da novidade realizada em dezembro, a montadora pode estar no caminho certo. Em menos de 24 horas, as 450 unidades colocadas à disposição foram encomendadas.

A Amarok, no entanto, ainda não é preferida do mercado. Entre os pares que compete, fica atrás de Toyota Hilux, Chevrolet S10 e Ford Ranger. Ainda assim, no ano passado, vendeu quase 12 mil unidades, o que representou 11% no segmento de picapes médias, pelas contas da Volkswagen.

A montadora prefere não revelar projetar vendas, mas ao ampliar a linha, a expectativa é de ganhar participação. “Talvez tenhamos uma acomodação do mix de ofertas, com alguma versão perdendo vendas, mas a V6 traz volume adicional o que deve aumentar a nossa fatia”, estima o vice-presidente de vendas. “Depois, ninguém tem uma oferta como a nossa.”


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